Alguns Aspectos da Religião na Psicologia Analítica

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Imagem: William Blake

Excertos de artigo escrito por Mauricio Aranha

Retomando a questão das imagens mítico-religiosas,das quais a alma humana careceria, Jung as expõem como manifestações psíquicasque representariam a essência da alma:

“A construção primitiva do espírito não inventa os mitos, ela os vivencia.(…) Os mitos, (…), têm um significado vital. Eles não apenas representam, mas são a vida psíquica da linhagem primitiva e, uma vez perdida a herança mítica herdada dos antepassados, essa linhagem desmancha-se e sucumbe, assim como um homem que perdeu a alma. A mitologia de uma linhagem é sua religião viva. Sua perda representa sempre, mesmo no caso do homem civilizado, uma catástrofe moral. (…) Muitos desses processos inconscientes podem até ser provocados indiretamente pela consciência, mas nunca por uma arbitrariedade consciente. ” (Jung, 1976a: CW 9i, par. 261)

Quando Jung utiliza o termo “primitiva”(“construção primitiva do espírito”), ele está se referindo à descrição da psiquê humana original e indiferenciada. Neste sentido diz:

“Emprego o termo ‘primitivo’ no sentido‘primordial’, e … [isso] não implica nenhum tipo de juízo de valor. Tambémquando falo em ‘vestígio’ de um estado primitivo, não quero dizernecessariamente que esse estado, mais cedo ou mais tarde, chegará a um fim.Pelo contrário, não vejo impedimento algum para que perdure tanto quanto durara humanidade.” (1971d: CW 8ii, par. 218).

Tais imagens não seriam conscientemente desenvolvidas; mas surgiriam espontaneamente, assim como os sonhos, e isto sedaria a partir da “força irracional do instinto”. (…) Jung (1976a: CW 9i,par. 7) descreve, ainda, tal experiência como uma “expressão simbólica para o drama interior e inconsciente da psique”.

“Mas não nos demos conta ainda de que os mitos são, antes de tudo, uma manifestação psíquica que representa a essência da alma.(…) um homem primitivo; (…) possui uma necessidade imperiosa ou, melhor dizendo, sua psique inconsciente é dotada de um ímpeto insuperável de assimilar todas as experiências exteriores dos sentidos sob a forma de acontecimentos psíquicos. Não basta ao homem primitivo ver o sol se pôr. O que ele observa tem que ser, ao mesmo tempo, um acontecimento psíquico, ou seja, o sol, em seu modode se transformar, tem de representar o destino de um deus ou de um herói (2) ,que na verdade, habita nada mais nada menos do que a alma humana. (…) os acontecimentos naturais mitificados não são nada mais que alegorias dessas experiências objetivas, do que expressões simbólicas para o drama interior e inconsciente da psique, drama que, no caminho da projeção, isto é, espelhado em acontecimentos naturais, torna apreensível a consciência humana.”

Deste modo, a religião teria por finalidade estudaras forças dinâmicas externas que exercem ação sobre o sujeito.

Nas conferências realizadas por Jung e registradas na obra intitulada Psicologia e Religião , o mesmo procura estabelecer uma abordagem que proporcione a convergência da abordagem psicológica com a temática religiosa; chegando até a enfatizar que os profissionais que trabalham e investigam este campo do conhecimento humano, a psicologia, devem deter suas investigações minuciosamente sobre o tema religião já que ela representa uma das expressões mais antigas e universais da mente humana.(…)

Clique aqui para ler o artigo na íntegra!

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