O que é Psicologia Ambiental?

A Psicologia Ambiental trata do relacionamento recíproco entre comportamento e ambiente físico, tanto construído quanto natural. Mantém interface com áreas de estudo tais como a sociologia e antropologia urbana, ergonomia, desenho industrial, paisagismo, engenharia florestal, arquitetura, urbanismo e geografia, entre outras. Na medida em que estas áreas estudam diferentes aspectos da organização de espaço/ambiente físico e sua relação recíproca com o ser humano, encontra-se freqüentemente, na literatura estrangeira, o termo environment-behavior relation para caracterizar este campo de estudo, para o qual sugere-se, em Português, o termo relações indivíduo-ambiente.

Como o estudo do comportamento humano na relação com o meio ambiente ordenado e definido pelo homem, a Psicologia Comportamental é um campo relativamente novo da psicologia, apesar de alguns cientistas sociais terem trabalhado neste contexto durante várias décadas. Desde 1960 que podemos ser confrontados com estudos e trabalhos na área da psicologia ambiental. A maioria destes trabalhos tiveram como estímulo o reconhecimento dos problemas do ambiente (por exemplo, a poluição ou os edifícios impróprios para habitação) nos comportamentos das pessoas, por sua vez alguns outros trabalhos foram motivados pela pura curiosidade sobre o “porquê” e o “como” se verificam as influências do meio ambiente sobre os seres humanos.

O psicólogo social Kurt Lewin foi um dos primeiros a dar importância à influência do meio e das relações que com ele se estabelecem, no modo como as pessoas agem, reagem e se organizam.

A psicologia ambiental considera o meio ambiente como todos os contextos onde se inserem os sujeitos: por exemplo, casas de habitação, escritórios, escolas, ruas, etc.

Este ramo da psicologia apresenta principalmente cinco princípios a seguir na sua investigação e intervenção.

l Primeiro ser capaz de modificar o meio ambiente,

l segundo estar presente em todos os contextos do dia-a-dia,

l terceiro considerar a pessoa e o meio como entidades unas,

l quarto considerar o indivíduo como actuante sobre o meio e o meio como influenciando o indivíduo.

l Por último, deve ser sempre levada a cabo com a colaboração de outras ciências.

Esta ciência considera três grandes níveis de estudo. O nível dos processos psicológicos que engloba a percepção, a cognição e a personalidade do sujeito. O nível da gestão do espaço que trata das questões da territorialidade, da privacidade e lugar pessoal e do fenómeno das multidões. E, por último, o nível da introdução de modificações no design do espaço com vista a uma melhor adequação psicológica com as características do ambiente (por exemplo, os novos processos de reciclagem e de poupança de energia).

Alguns dos métodos utilizados na investigação em psicologia ambiental são comuns aos utilizados noutro tipo de pesquisas em psicologia (por exemplo, a observação de comportamentos, as entrevistas, as escalas de avaliação e a simulação em laboratório). Outros, no entanto, são mais específicos desta ciência (por exemplo, o estudo do espaço pessoal, os mapas cognitivos, etc.).

Adaptado das seguintes FONTES:

http://defpraiasmatosinhos.no.sapo.pt/Outras%20Curiosidades.htm

http://www.psi-ambiental.net/IN/que_e_psiamb.htm

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