Uma Análise Behaviorista Radical dos Sonhos

O Sonhador” por Caspar David Friedrich

*Excertos de Francynete Melo e Silva

Eventos Privados

Na análise behaviorista radical, considera-se que os sonhos são apenas comportamentos, mais especificamente, comportamentos privados. Enquanto comportamentos privados, os sonhos fazem parte da subjetividade do homem. Os eventos privados referem-se tanto a estímulos como a comportamentos que ocorrem encobertamente. Usa-se o termo encoberto para enfatizar que não são acessíveis à observação direta. Em relação aos comportamentos encobertos, Skinner (1974/1993) não os considera como de natureza especial, estar-se-ia apenas “descrevendo comportamento em miniatura” (p. 27), pois, os comportamentos privados nada mais são do que ações do organismo que foram adquiridas de forma pública, passando a se manifestar privadamente após a sua aquisição. (…)

Em relação aos estímulos privados, Skinner (1974/1993) afirma: “o que é sentido ou introspectivamente observado não é nenhum mundo imaterial da consciência, da mente ou da vida mental, mas o próprio corpo do observador…” (p.19). (…)

Enquanto condições corporais, os estímulos privados seriam objeto de estudo da fisiologia; para a Análise do Comportamento, no entanto, tais estímulos passam a fazer parte de um fenômeno psicológico e precisam ser analisados quando entram no controle de certos comportamentos. Ressalta-se, contudo, que para o behaviorista radical, a explicação dos comportamentos deve ser sempre encontrada no ambiente externo ao indivíduo: “agredimos e sentimos raiva, ambos pela mesma razão, e esta razão está no ambiente (…) (…)

(…) Enquanto comportamentos privados, os sonhos são entendidos pelos behavioristas como o comportamento de ver, porém, na ausência da coisa vista, ou seja, os sonhos são analisados como um comportamento perceptual encoberto (Skinner, 1974/1993, 1968/1972). (…)

Percepção e o Comportamento de Ver

Segundo Skinner (1974/1993), a própria etimologia da palavra perceber refere-se a capturar, tomar e possuir o mundo. Como não seria possível a posse do mundo real nesses termos, de acordo com o que Skinner denomina de teoria da cópia, a pessoa poderia fazer “cópias mentais” do mundo, armazenando-as na memória e, assim, poderia recuperá-las quando necessário. (…)

O comportamento perceptual seria controlado tanto por estímulos discriminativos quanto por estímulos reforçadores que estão presentes no ambiente em que a pessoa está inserida. Assim sendo, nota-se que a percepção tem relação direta com o controle de estímulos. Por exemplo, suponha que eu seja um filatelista e, na casa de um amigo, vejo um selo raro, que seria jogado fora. Eu, então, peço o selo a ele, que me é oferecido sem qualquer hesitação, apesar de seu valor. Por que meu amigo não percebeu o quanto o selo era valioso? Presumivelmente, Skinner diria que isso ocorreu porque meu amigo não compartilhou as mesmas contingências com as quais eu interagi durante minha história de vida, como: um tio que colecionava selos; minha afeição por ele e o prazer que sentia em sua companhia; as ocasiões em que meu tio contava a história de cada selo, cada qual relacionado com diferentes períodos e assim por diante até que meu interesse por selos crescesse e eu próprio começasse a estudá-los e colecioná-los. (…)

(…) Assim sendo, ver é um comportamento e deve ser analisado a partir da história ambiental do indivíduo, a qual é responsável pelos estímulos que controlam o ver, seja público ou privado. Para Skinner (1969/1980) se uma pessoa não vê o mesmo que você, isso significa que ambos foram expostos a diferentes histórias de condicionamento. (…) Ou seja, o comportamento de ver é considerado por nós, behavioristas radicais, como um comportamento privado. O que faz com que o ver na ausência da coisa vista seja mais complexo é que apenas a pessoa que se comporta pode ver o estímulo. De qualquer forma, o ver é um comportamento que diz respeito ao controle de estímulos; inicialmente, a comunidade condiciona o indivíduo a discriminar a presença de determinado objeto através de um estímulo aparente, posteriormente, o indivíduo pode ver mesmo na ausência deste estímulo.

A Análise Skinneriana dos Sonhos

Já que se considera os sonhos como o comportamento de ver, pode-se dizer que aquilo com que sonhamos é uma relação entre estímulos condicionados, discriminativos e reforçadores que estão presentes na história ambiental da pessoa.

Skinner (1974/1993) valoriza, sobremaneira, o papel da privação e das emoções no comportamento de sonhar: “a estimulação visual exerce controle mínimo, e a história da pessoa e os dados resultantes da privação e emoção têm sua oportunidade” (p.74). Com relação à privação, o sonhador pode se empenhar fortemente no comportamento de ver o objeto do qual está privado, já que a freqüência de uma resposta que resulta em reforço é diretamente proporcional ao grau de privação (Skinner, 1974/1993). (…) Por exemplo, se alguém se encontra privado da pessoa que ama, ele poderá se empenhar em comportamentos como ir a lugares onde esteve com a pessoa, ver fotografias, falar com amigos em comum, telefonar para a pessoa e, assim por diante, podendo chegar a visualizar essa pessoa com os olhos fechados. Todos esses comportamentos podem servir de estímulos que participam dos sonhos da pessoa.

Em relação à emoção, o que se sente são condições corporais, as quais são indiferenciadas até que a comunidade verbal estabeleça contingências que nos permitam falar sobre nossos eventos privados. Assim, pode-se concluir que, quando dizemos Estou deprimida hoje ou Estou me sentindo ansiosa, estamos descrevendo condições corporais que têm sido relacionadas com verbalizações da comunidade verbal diante de nossos comportamento públicos.

(…). Dessa forma, se em sonhos pode-se ver, então, é verdadeiro que, em sonhos, também se pode sentir os estímulos privados. Por exemplo, durante o dia, eu fui atacada por um cachorro na rua e, à noite, quando estou dormindo, ouço um barulho, talvez o choro de uma criança. Na minha história, sei que a filha do vizinho chora muito; não obstante, quando em sonho, este choro lembrou-me o latido do cachorro e, assim, aumentou a probabilidade de que eu não só ouvisse e visse o cachorro que me atacou, mas também fez com que eu reagisse aos meus estímulos privados como uma resposta emocional de medo.

(…). Por outro lado, assim como o ver privado, as emoções também podem ser reforçadoras quando envolvem algum tipo de prazer, como já explicado anteriormente com relação aos efeitos do reforçamento. Logo, o comportamento perceptual encoberto relacionado com esse tipo de emoção no sonho pode se tornar mais provável de acontecer.

Sobre a Dificuldade de se Aceitar a Análise Skinneriana

Talvez o maior problema para a aceitação de uma análise dos sonhos fundamentada na análise de contingências, principalmente com relação ao papel de estímulos discriminativos, condicionados e reforçadores, como o modelo apresentado por Skinner acerca da percepção e do comportamento de ver, se refira ao fato de que a sua análise, em geral, foi feita com relação aos comportamentos (públicos e privados) que ocorrem no estado de vigília, enquanto os sonhos ocorrem quando se está dormindo.

Afirma-se, então, que mesmo em sonhos, quando o organismo como um todo está relaxado e os órgãos dos sentidos se tornam cada vez menos receptivos aos estímulos externos, ainda assim o organismo se comporta. Skinner (1974/1993) falava que os comportamentos privados são comportamentos executados em escalas muito pequenas, são comportamentos em miniatura. Kantor (1975), por sua vez, afirmou que “os sonhos são as evidências de que as pessoas nunca estão inativas, mesmo quando adormecidas” (p.11). A própria neurofisiologia indica que as pessoas se comportam mesmo quando estão dormindo. Cardoso (1997) declara: “No estado de vigília, o córtex analisa com precisão os impulsos que chegam dos vários órgãos receptores do sistema sensorial (…) e gerando uma resposta integrada como, por exemplo, o movimento do braço (ação do órgão efetor) pegando uma faca (…) Sabe-se ainda que o sono REM, “o sono dos sonhos”, é a fase do sono em que os olhos se movimentam com maior rapidez, sugerindo que o corpo em repouso não está totalmente inativo. (…)

Cegos de nascença relatam que seus sonhos envolvem o comportamento perceptual auditivo com grande freqüência, uma vez que nunca tiveram a oportunidade de ver algum objeto. Até mesmo aquelas pessoas que se tornaram cegas, gradualmente vão perdendo a habilidade de sonhar com estímulos visuais (Cardoso, 1997, p. 3). Uma pesquisa acerca dos relatos dos sonhos de sujeitos cegos congênitos, realizada por Kerr, Foulkes e Schmit (1982), sugere que pessoas com esse tipo de problema, embora realmente não relatem sonhos com percepção visual, seus sonhos envolvem, muitas vezes, relações espaciais, o que levou os pesquisadores a afirmar que aqueles indivíduos que possuíam algum resquício mínimo de visão poderiam ver em sonhos apenas na extensão do que eles podiam ver durante a vigília, como sombras ou vultos por exemplo.(… )

O Modelo de Seleção pelas Conseqüências e os Sonhos

A partir da explanação feita anteriormente, alguém poderia perguntar: então, nós aprendemos a sonhar? Bem, já que o sonho é considerado comportamento, a única conclusão plausível é que sim, nós aprendemos a sonhar. Ressalta-se, contudo, que ao falar sobre aprendizagem dos sonhos, refere-se, especificamente, ao seu conteúdo. O comportamento de sonhar é, presumivelmente, um comportamento selecionado com o processo evolucionário das espécies.

Filogênese

(…) A maior parte da pesquisa com relação à necessidade dos sonhos tem sido realizada no âmbito das neurociências, com o estudo do sono REM. Embora sono REM e sonho não sejam sinônimos, até o momento, o primeiro é a única evidência que se tem para se dizer que uma pessoa está sonhando(…). Dessa forma, as alterações orgânicas verificadas durante o sono REM têm sido estendidas para os sonhos. (…) Como tem sido verificado que durante o sono REM a atividade muscular é praticamente zero, Foulkes e Cartwright (1999) sugerem que o sono REM evoluiu devido à necessidade de que os homens, enquanto caçadores, ficassem imóveis durante a noite, evitando assim o ataque de predadores. (…).

Pode ser também que os sonhos estejam ligados a algum tipo de necessidade bioquímica de ativação cerebral periódica, haja vista que, durante a vigília, o cérebro está em constante atividade, enquanto que no torpor do sono tal atividade cerebral é muito escassa. Não obstante, durante o sono REM o cérebro apresenta ondas que indicam uma atividade muito parecida com a da vigília(…) Outra indicação da necessidade de sono REM tem advindo de pesquisas realizadas sobre a privação de sono REM, onde se verificou que, após longos períodos de privação de sono, os humanos tendem a apresentar uma quantidade muito maior de sono REM do que o normal. (…) Adicionalmente às pesquisas sobre privação de sono, encontra-se freqüentemente que, na ausência de sono REM, a pessoa tem falta de concentração, ataxia, problemas de memória e linguagem, chegando até a experienciar alucinações (Schulze, 1997; Foulkes & Cartwright, 1999; Lindzey e cols., 1977). Por isso, Schulze (1997) afirmou que “o sono REM parece mais psicologicamente e menos fisicamente importante…” (p.1). Logo, parece haver indicações para se considerar que o argumento de que os sonhos seriam comportamentos filogeneticamente selecionados é legítimo.

Ontogênese

(…) pode-se afirmar que as pessoas só sonham com aquilo que lhes é conhecido, ou melhor, só sonham com aquelas partes do mundo às quais reagem discriminativamente. Logo, aprende-se a sonhar no sentido de que só vemos o que vemos de acordo com as contingências de reforçamento que fazem parte da nossa história ontogenética. Por exemplo, sabe-se que os esquimós podem diferenciar entre dezenas de tipo de neve e, embora possamos sonhar com a neve, dificilmente poderíamos identificar com que tipo de neve estamos sonhando, pois não tivemos um treino discriminativo com relação a esse estímulo ou, melhor, às suas propriedades. (…)

Cultura

(…) Existem na literatura alguns exemplos que sugerem como o conteúdo dos sonhos podem ser também um produto social. Entre os índios norte-americanos, os sonhos eram considerados elementos integradores da religião (eram mensagens espirituais) e do sistema social, haja vista que os interpretadores de sonhos faziam parte da elite social. Como era exigido que os sonhos tivessem alguma informação importante para o grupo, esses índios parecem ter criado um “sonho padrão de cultura”, pois os sonhos, em geral, pareciam sempre envolver mensagens espirituais, premonições, e assim por diante; aquele indivíduo que sonhasse com mensagens que se provassem realmente positivas para o grupo eram recompensados (Pimentel-Souza e col., 2000). (…)

(…) Destarte, pode-se afirmar que aquela prática considerada importante dentro de uma cultura e, mais estreitamente, dentro de certos grupos sociais, exerce forte controle sobre o comportamento dos membros que fazem parte dessa cultura. Os indivíduos, então, modificam e mantêm seus comportamentos de acordo com as contingências de reforçamento do grupo. Nossa cultura não tem o que se chamou (Pimentel-Souza e col., 2000) de um “sonho padrão de cultura”, no entanto, a prática de um grupo social pequeno pode também participar no controle do conteúdo dos sonhos. Por exemplo, uma pessoa que foi submetida a uma rígida educação religiosa, mas não tem honrado seus compromissos com a igreja pode sonhar com Deus a mandá-la ir à igreja. Ao relatar o sonho para a mãe, por exemplo, esta pode encaminhá-la para uma confissão. Fazendo isso, o sonhador pode ter seu comportamento reforçado pela mãe e a própria pessoa pode se “sentir aliviada” por tê-lo feito. Isto dificilmente ocorreria com alguém que não acreditasse em Deus, ou que, pelo menos, não tivesse sido exposto a contingências tão aversivas com relação à religião.

Considerações Finais

A partir das análises aqui descritas, então, pode-se afirmar que a interpretação de um sonho é, praticamente, impossível sem o conhecimento da história de vida da pessoa e, mais especificamente, se não se conhecem as contingências de reforço com as quais ela está interagindo.

Disso, segue-se que os famosos dicionários de sonhos não podem responder pela singularidade de cada pessoa, pois um símbolo significaria a mesma coisa para todos os sonhos, a despeito do sonhador. É notório que a interpretação de sonhos baseada em símbolos é muito popular, porém, acredita-se que esses símbolos não levam em consideração, nem as diferenças individuais, nem as diferenças culturais entre as pessoas. Diferentemente de teorias baseadas em símbolos, como a de Freud e Jung (Lindzey e cols., 1977), acredita-se que os sonhos não têm um significado, mas sim que o significado é resultado de interpretações que diferem de acordo com a abordagem teórica ou filosófica do interpretador, enquanto um psicanalista vai interpretar os sonhos como, por exemplo, constituído de natureza sexual, um behaviorista vai interpretar os sonhos a partir das contingências de reforçamento responsáveis por eles.

O sonho é único para a pessoa que sonha até que ela torne público o seu sonho. E é exatamente com esse objeto, o relato de sonho, que o analista do comportamento trabalha. No entanto, assim como o sonho, a autodescrição também é produto de contingências de reforço da comunidade verbal. Logo, a capacidade de descrever os sonhos está relacionada com a habilidade da pessoa em discriminar seus eventos privados enquanto uma resposta verbal condicionada pela ação do grupo social no qual está inserida, como descrito anteriormente.

(…) Nesse sentido, embora o próprio indivíduo seja a pessoa, digamos, mais capaz de conhecer sua história e, assim, analisar as condições que os levaram a se comportar de determinada maneira, pela análise aqui exposta, considera-se que um analista do comportamento esteja melhor preparado para interpretar o relato dos comportamentos (públicos ou privados e, neste caso, os sonhos), uma vez que poderá determinar qual o contexto em que o comportamento aconteceu através da análise das relações funcionais observadas a partir das descrições da pessoa e pelo conhecimento prévio da história de reforçamento da mesma. É nesse contexto que os sonhos podem se relacionar com o auto-conhecimento, ou seja, o relato dos sonhos pode servir como instrumento para que o analista do comportamento leve a pessoa a discriminar as contingências das quais o comportamento é função. Neste caso, o analista do comportamento “está presumivelmente salientando relações causais que este [indivíduo] ainda não havia tomado consciência” (Skinner, 1974/1993, p. 30)

Ao final de toda esta análise dos sonhos, podemos resumir a posição behaviorista radical da seguinte forma:

– Para Skinner (1974/1993, 1968/1972), os sonhos são comportamentos encobertos (ver na ausência da coisa vista), sendo estudados, então, no âmbito da subjetividade;
– Dizer que os sonhos são comportamentos equivale dizer que os mesmos são produtos das histórias de condicionamento respondente e operante que se desenvolveram a partir de três níveis diferenciados de seleção e variação que respondem pela determinação do comportamento: filogênese, ontogênese e cultura;
– Para entender os sonhos, pode-se verificar as análises skinnerianas sobre o comportamento perceptual, mais especificamente, o ver;
– O comportamento de ver está relacionado com o controle de estímulos. As histórias de condicionamento respondente e operante respondem pelo comportamento de ver tanto na presença quanto na ausência dos estímulos;
– Pode-se dizer que aquilo com que sonhamos é produto de estímulos condicionados, discriminativos e reforçadores que estão presentes na história ambiental da pessoa. Além disso, Skinner (1968/1972, 1974/1993) valoriza, sobremaneira, o papel da privação e das emoções no comportamento de sonhar;
– A natureza dos sonhos e a aprendizagem do seu conteúdo é defendida com base na análise das histórias filogenética, ontogenética e cultural;
– A interpretação dos conteúdos de um sonho, bem como a análise entre as circunstâncias nas quais o sonho ocorreu são, praticamente, impossíveis sem o conhecimento da história de vida da pessoa e, mais especificamente, se não se conhecem as contingências de reforço com as quais ela está interagindo, pois o sonho não tem um significado, mas seu significado é tão somente resultado de interpretações, as quais dependem da história de vida do interpretador, aí inclusa a abordagem teórica ou filosófica adotada pelo mesmo;
– O relato dos sonhos pode ser usado como um instrumento para que o indivíduo discrimine as relações entre o conteúdo do sonho e as circunstâncias a que está exposto durante a vigília. Ou seja, o relato dos sonhos pode ser utilizado para alcançar o auto-conhecimento.

*Francynete Melo e Silva é Psicóloga. Atualmente é Mestranda do Curso de Mestrado em Psicologia: Teoria e Pesquisa do Comportamento do Laboratório de Psicologia Experimental, pela UFPA e Bolsista da CAPES (MCT).

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