Processos Que Sustentam a Resiliência Familiar: Um Estudo de Caso

Excertos de artigo de *Mara Regina Santos da Silva; **Carl Lacharité; ***Priscila Arruda da Silva; ****Valéria Lerch Lunardi; *****Wilson Danilo Lunardi Filho

Introdução

No decorrer das últimas três décadas, o fenômeno resiliência tem surgido como objeto de estudo em diversas áreas do conhecimento. Nas ciências sociais e da saúde, em geral, refere-se à capacidade manifestada por alguns seres humanos de amenizar ou evitar os efeitos negativos que certas situações consideradas com elevado potencial de risco podem produzir sobre a saúde e o desenvolvimento das pessoas, das famílias ou mesmo das comunidades. Trata-se de um fenômeno complexo que assume notável importância, principalmente num contexto em que macro adversidades sociais(…), se agravam cada vez mais, ao redor do mundo, especialmente, em algumas regiões menos favorecidas.

Nessas circunstâncias, a resiliência tem sua importância potencializada, na medida em que anuncia a possibilidade de que as pessoas se desenvolvam bem, mesmo vivendo em ambientes com alto potencial de risco. Entretanto, é importante destacar que implica mais do que meramente sobreviver à situação adversa ou escapar de alguma privação. (…) as pessoas resilientes desenvolvem certas habilidades que as capacitam a responder de forma efetiva às demandas da vida quotidiana, assumindo o cuidado e o compromisso com sua própria vida e a daqueles que delas dependem.

(…) Quando se considera a família como resiliente, em geral, os autores referem-se ao processo interacional que se desenrola neste grupo como unidade funcional, ao longo do tempo, fortalecendo ambos, o indivíduo e a família. Trata-se de um processo mediante o qual a família enfrenta períodos de crise, desorganização, privações prolongadas e efetivamente se reorganiza. Enfim, família resiliente é considerada um processo desenvolvimental único que envolve uma forma particular de organização, de comunicação, de recursos pessoais e comunitários para a solução de problemas, os quais podem ser considerados, também, como a expressão de forças da família que operam em determinadas circunstâncias e possibilitam que seus membros sejam capazes de responder de uma forma positiva às demandas da vida quotidiana, mesmo vivendo em ambientes potencialmente de risco. É importante destacar que se considera como resposta positiva, neste estudo, a habilidade da família administrar as adversidades, consciente dos riscos que esta aporta e sem perder a capacidade de mobilizar os recursos pessoais que seus membros possuem e, quando necessário, os recursos contextuais que lhes possibilitam enfrentar a situação e não sucumbir diante dela. (…)

Metodologia

Este estudo de caso é derivado de um projeto de pesquisa mais amplo, que estuda o processo de produção de saúde em contextos adversos, com ênfase na resiliência. O material apresentado refere-se especificamente ao trabalho desenvolvido junto a uma família constituída pelo pai (51 anos) e cinco filhos, sendo quatro do sexo masculino com 28, 21, 11 e nove anos (o de 28 anos mora em outra cidade) e uma filha de 22 anos, casada, que possui três filhos (uma menina de quatro anos e dois meninos com dois e um ano de idade).

(…) Trata-se de uma família que vive em situação de pobreza econômica extrema, em uma região no sul do Brasil. O pai não tem emprego fixo, a mãe vive em outra cidade com sua família de origem e não tem contato com os filhos. O sustento da família vem majoritariamnte da coleta de material reciclável, realizada pelo pai e a execução de serviços gerais esporádicos. Conta, também, com diferentes formas de auxílio que obtém em dois serviços sociais comunitários que monitoram o processo de reinserção familiar dos garotos. Os dois meninos freqüentam regularmente a escola pública desde que retornaram para casa, com bom rendimento escolar.(…)

A coleta dos dados foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas, realizadas inicialmente na casa-abrigo e posteriormente no domicílio da família, em algumas ocasiões, e noutras, nas dependências de um Ambulatório de Saúde Mental que o pai frequentava. Estas entrevistas realizadas entre 2005 e 2007 foram gravadas, transcritas e o material submetido à análise de conteúdo. A abordagem utilizada no acompanhamento da família está sustentada nos quatro princípios que orientam o Modelo de Avaliação e de Intervenção Centrado na Família, os quais expressam que:

– para promover um funcionamento positivo da família, é importante embasar os esforços de avaliação e de intervenção sobre as preocupações, as necessidades, as aspirações e os projetos tais como são identificados pelos próprios membros da família (é um princípio fundamentado na idéia que as pessoas investem realmente em empreendimentos que elas valorizam);

– para melhorar a capacidade da família satisfazer as necessidades de seus membros, é importante identificar e utilizar as forças da família como base para promover sua habilidade para mobilizar e converter os recursos (as pessoas desenvolvem mais facilmente a capacidade de satisfazer suas necessidades, se a intervenção está centrada no que convencionalmente se denomina forças da família, ou seja, nos recursos pessoais e contextuais que é capaz de mobilizar para preservar o funcionamento e a integridade da família);

– para assegurar a disponibilidade e a adequação dos recursos que permitem responder às necessidades dos membros da família, é importante dar ênfase à consolidação da rede social da família, assim como à utilização de fontes de apoio informal (a rede de suporte social informal é, habitualmente, a fonte principal de recursos que possibilita a satisfação das necessidades e, na medida do possível, o profissional deve investir para consolidar e reforçar a rede de suporte natural da família);

-para ajudar a família a tornar-se mais autônoma face à satisfação das necessidades de seus membros, é importante empregar métodos de avaliação e de intervenção que favoreçam a aquisição de habilidades capazes de mobilizar, converter e consolidar seus recursos (o papel do profissional é, portanto, o de criar as oportunidades que possibilitem à família melhorar sua competência para atender suas próprias necessidades).

Com base nesses princípios, a família foi acompanhada durante um período de 22 meses(…).

Resultados e Discussão

Considerando que os processos vivenciados entre as pessoas e o ambiente podem funcionar como uma proteção, quando este é permeado de adversidades, são apontadas algumas competências evidenciadas ao longo do acompanhamento da família em estudo, as quais podem ter sido construídas a partir dos processos vivenciados, de um lado, diretamente entre o pai e os filhos e, de outro, entre o pai e o ambiente. Esses processos funcionam de forma complementar e dão sustentação para que o pai possa responder às necessidades emocionais e físicas dos filhos e, ainda, criar um espaço relacional que permite a expressão do potencial dos filhos, apesar da família viver rodeada de desafios que, teoricamente, poderiam colocar em risco a saúde e o desenvolvimento de todos os seus membros.

Além disso, o fato de o pai aceitar ajuda no exercício de seus papéis como cuidador e provedor dos filhos, emerge dos dados como algo significativo, com impacto positivo no próprio pai, que se sente apoiado e, nos filhos, porque encontram um pai mais seguro em suas funções. Evidenciou-se, também, que a realização conjunta de atividades mutuamente gratificantes entre os membros da família se constitui em um processo importante no enfrentamento das condições adversas em que vivem.

A capacidade do pai em responder as necessidades emocionais e físicas dos filhos foi observada ao longo do acompanhamento da família e manifestada nas entrevistas através da convicção do pai de que as crianças precisam ser tratadas com respeito, com carinho e com conversa. Isto não elimina os atritos entre o pai e os filhos ou entre os irmãos, que são frequentes e não diferem dos habituais em qualquer família com filhos na idade em que se encontram os meninos. Ao mesmo tempo, favorece o diálogo que, segundo o pai, tem que ocorrer, quando eles (os filhos) estiverem errados, para que se possa dar um conselho ou dizer o que é certo ou errado. Complementando, o pai refere que é a maneira como, em geral, os pais tratam os filhos que faz tudo ficar mais difícil do que já é: a falta de amor, os maus-tratos, não dizer o que é certo ou errado e, ainda, deixá-los andar na rua.

Esta capacidade do pai confirma resultados obtidos em outras pesquisas que apontam como processos protetores envolvidos na construção de uma trajetória resiliente o contexto afetivo no interior do qual a criança vive, o clima familiar que aporta a segurança necessária para que desenvolva a confiança em si mesma e nos outros, a presença de uma rede relacional exterior, capaz de efetivamente dar suporte à família e seus membros. Além desses, os cuidados responsáveis e constantes; o suporte familiar; as expectativas positivas depositadas na criança; as relações de apego seguro; a coesão e a existência de, pelo menos, um adulto verdadeiramente interessado na criança, capaz de bem cuidá-la e protegê-la.

Por outro lado, o fato do pai conseguir responder às necessidades de seus filhos, mesmo em um ambiente permeado de restrições, faz contraponto com a literatura que considera a precariedade das condições de vida como geradora de estresse e insegurança, que pode afetar a dignidade dos pais e desafiar a paciência e a sua disponibilidade em relação aos filhos. Apesar da condição de pobreza econômica extrema da família em estudo, constata-se que esta não tem um impacto maior sobre a consciência das responsabilidades inerentes à paternidade. (…).

(…) Do ponto de vista das necessidades físicas, são marcantes sobre os membros da família em estudo, as conseqüências da pobreza econômica e a falta de um emprego com renda fixa, no que tange à nutrição, vestimentas adequadas ao clima e às condições de moradia da família, sem saneamento básico. Somam-se a estas limitações, a sobrecarga das tarefas parentais recaindo somente sobre um dos pais e, ainda, o problema do alcoolismo. Embora o pai registre que não deixa faltar o alimento, o desenvolvimento físico dos meninos evidencia a carência de uma alimentação adequada, em relação a outros da mesma idade. Entretanto, a higiene corporal é um valor cultuado na família e considerado como uma fonte de vergonha e desonra, quando é negligenciada. O banho diário é uma exigência mantida pelo pai, antes dos filhos irem à escola e antes de dormir. Da mesma forma, os cuidados com a saúde física estão presentes, com visitas ao posto de saúde da comunidade ao menor sinal de qualquer alteração, mesmo uma gripe.

A capacidade do pai para criar um espaço relacional que permita a expressão do potencial dos filhos reflete não apenas a consciência do pai a respeito da situação em que a família vive no presente, mas, também, sua capacidade de ver e projetar a família no futuro e numa condição melhor. Este é um tipo de relação que envolve ensinamento de pai para os filhos e requer um investimento muito maior, quando as condições que cercam a família são adversas. Este empenho é evidenciado, quando o pai diz: às vezes, eles (filhos) ficam comigo no serviço, enquanto estou trabalhando. Eles ficam na minha volta e eu sempre digo: olha! isso é bom pra ti aprender que precisa estudar pra não ficar nessa (situação).

Para melhor compreender esta capacidade do pai, é necessário registrar que o filho de 11 anos tem uma habilidade extraordinária para recuperar material de eletrônica sucateado. O pai seleciona esse material nos depósitos de reciclagem e estimula o filho para proceder ao reaproveitamento. Assim, a casa é precária, mas equipada com alto-falantes que transmitem a programação de um rádio recuperado; um aparelho de televisão; calculadoras e um sistema de luz intermitente, instalado no cômodo destinado ao dormitório dos meninos, construído com as lâmpadas utilizadas para enfeitar árvores de natal e que são desprezadas e jogadas no lixo após as festas de finais de ano.

Autores que estudam a resiliência fazem referência aos “fatores protetores da família”, “fatores de recuperação” e “fatores gerais de resistência”, os quais interagem entre si e definem a forma como a família responde às situações de estresse que experiencia. Dentre os fatores de proteção, apontam as interações entre os membros da família como, por exemplo, o compartilhar opiniões e emoções, que se constitui numa demonstração que uns se preocupam com os outros e os ajudam a resolver os conflitos e reduzir a tensão que experimentam; o sentido de compromisso de seus membros com o grupo familiar; a confiança na capacidade da família sobreviver aos desafios que enfrenta; a habilidade para administrar as questões econômicas; a manutenção das atividades de lazer, a preservação das rotinas e das tradições que, de certa forma, dão continuidade à vida da família; e a quantidade/qualidade de tempo que seus membros compartilham.

Como fatores de recuperação apontam os processos vivenciados pela família, que são capazes de proporcionar o apoio necessário para desenvolver e sustentar os sentimentos de auto-estima e auto-confiança de seus membros como a existência de uma estrutura interna, dotada de sentido e regulada pelos valores, as expectativas e as regras, a qual orienta o comportamento e a adaptação da família, durante a vigência da adversidade. Já, dentre os fatores gerais de resistência, destacam-se a seriedade dos programas sociais e de saúde já que, durante a crise, nem sempre, as famílias têm todas as respostas que precisam e a clareza a respeito do que podem fazer, necessitando não só de um sistema familiar confiável, mas também de programas de saúde e de políticas sociais sérias e confiáveis para orientá-las nestes momentos de dificuldades.

No caso desta família em estudo, a existência de um espaço relacional que permite interações positivas entre o pai e os filhos, incluindo desde a expressão de opiniões, sentimentos e preocupações, parece estimular a confiança de ambos na capacidade da família sobreviver aos desafios que enfrenta. Ao mesmo tempo, permite aos filhos visualizar os limites do mundo em que vivem e construir sua identidade com base no exercício de suas potencialidades. É, pois, um espaço que os autores poderiam categorizar como fator de proteção, uma vez que impulsiona o desenvolvimento da autonomia como ser humano e reconhece o papel do filho como um dos provedores da família, assim como as habilidades de seus membros para superarem as dificuldades econômicas e criar situações “encontro” entre eles.

Quanto à capacidade do pai para aceitar ajuda no exercício de seus papéis é preciso levar em consideração que, em geral, nas situações que envolvem precariedade de recursos e maus tratos, as famílias aproveitam pouco os recursos existentes na comunidade como postos de saúde, trabalhadores sociais e psicólogos. Entretanto, na família em estudo, esta “regra” não impera, pois o pai recebe ajuda para o desempenho de seu papel e suas tarefas, em diferentes níveis do contexto da família: da sua própria mãe (avó dos meninos), da filha casada e de uma irmã que reside próximo (tia dos meninos). Em geral, o tipo de ajuda que recebe da avó e desta tia está relacionado com o cuidado e a guarda dos dois meninos, nos turnos em que estes não estão na escola e o pai está trabalhando. A filha casada, geralmente auxilia nas tarefas escolares dos irmãos. Depreende-se que a rede de apoio social informal é restrita à família expandida, mas esta é efetiva, pois, de acordo com a literatura, os arranjos de prestação de cuidados envolvendo a família expandida funcionam bem, desde que as figuras de autoridade e as responsabilidades de cada um dos cuidadores estejam claramente demarcadas e que se preserve o respeito mútuo, o que é característico na família em estudo. Além disso, a forma como se organiza para cumprir seu papel e suas tarefas no desenvolvimento dos meninos, preservando seus valores, suas regras e suas expectativas, apontam para a presença dos fatores de recuperação citados anteriormente, os quais contribuem para sustentar os sentimentos de auto-estima e autoconfiança entre seus membros.

(…) É na rede de serviços disponível na comunidade onde a família reside que o pai encontra ajuda, apoio, serviços concretos e alimenta a sensação de segurança, de pertencimento a comunidade e os vínculos com o mundo social, os quais, segundo autores que estudam o fenômeno resiliência, são de vital importância no enfrentamento de situações adversas. Já a realização partilhada de atividades mutuamente gratificantes entre o pai e os filhos inclui os momentos de lazer como passeios na praça, caminhar na praia aos domingos, ver televisão juntos até dormir. Independentemente da atividade, porém, é o tempo compartilhado em família que assume uma importância significativa, pois favorece os processos que comunicam, entre outras coisas, a importância que uma pessoa tem para a outra; os valores que vão sendo passados de geração em geração; e o lugar que cada um dos membros ocupa na família. É, também, o tempo de administrar os conflitos entre os irmãos e, quando o pai é responsabilizado duramente, principalmente pelo filho de 11 anos, quanto ao alcoolismo e o distanciamento da mãe, emerge como um problema que não conseguem superar. Enfim, o tempo compartilhado em família pode nem ser percebido como gratificante, no momento em que é vivido, mas é um recurso através do qual a família elabora os problemas cotidianos e (re)cria um sentido para a situação que experiencia, ao mesmo tempo em que desenvolve estratégias para enfrentar o dia-a-dia e, principalmente, ressignificar o cotidiano adverso.

Nesse sentido, a realização de atividades mutuamente gratificantes, compartilhadas pelos membros da família em estudo, se constitui em fatores de proteção, pois estabelecem rotinas que dão continuidade à vida da família e qualificam o tempo que seus membros compartilham. Isto corrobora com a constatação de outros autores que afirmam ser fundamental que pais e filhos passem muito tempo juntos, compartilhando eventos da vida diária como jantar em família, conversar antes de dormir, pois assim têm oportunidade de se envolverem em tarefas e responsabilidades de forma prazerosa, demonstrar atenção, cuidar uns dos outros e tornar visível uma estrutura familiar apoiadora.

Considerações Finais

O estudo de caso ilustra de forma clara o papel da sensibilidade do pai em relação às necessidades dos filhos e às múltiplas tensões e pressões exteriores que enfrenta no contexto em que vivem. Embora a família em foco tenha uma organização singular, é importante ressaltar que o fato deste estudo estar centrado na dimensão de positividade de seu processo de viver, isto não significa que os problemas não sejam duramente vividos. Várias são as situações que revertem negativamente sobre a família. (…). Em um ambiente onde se inscrevem adversidades de natureza duradoura que dificilmente mudam em curto prazo, como a situação de pobreza em que se encontra essa família, a capacidade do pai para preservar seus vínculos com uma rede social efetiva e de agir de maneira sensível com seus filhos são elementos que podem reduzir os efeitos negativos dos riscos a que estão expostos em um ambiente adverso, funcionando como uma proteção ao desenvolvimento das crianças, pelo menos, durante a infância. Entretanto, para que a relação pais-filhos possa se desenrolar neste nível, em contextos desfavoráveis, é necessário que estes pais, também, tenham suas necessidades respondidas de forma coerente e consistente, ou seja, para que possam estabelecer, uma relação sensível com seus filhos, é necessário que os pais também vivenciem este tipo de experiência.

*Mara Regina Santos da Silva é Doutora em Enfermagem. Professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG)/RS.

**Carl Lacharité é Doutor em Psicologia. Professor da Université du Québec à Trois-Rivières. Quebéc, Canadá.

***Priscila Arruda da Silva é Acadêmica de Enfermagem da FURG/RS. Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC).

****Valéria Lerch Lunardi é Doutora em Enfermagem. Professor da FURG/RS.

*****Wilson Danilo Lunardi Filho é Doutor em Enfermagem. Professor da FURG/RS.

Leia o artigo na íntegra AQUI

FONTE: Revista Texto & Contexto Enfermagem (vol.18 no.1)

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