O Papel da Fofoca na Evolução Humana

Fofoca” por Henry John King (1855-1924)

Fofoca “boa” ajudou evolução humana

Pesquisadores alemães desenvolveram a teoria de que a fofoca “positiva” ajudou o ser humano a evoluir na direção de adquirir altos níveis de cooperação. Ao ajudar os indivíduos a construir sua própria reputação fora do ambiente familiar, rumores positivos os ajudaram a conquistar a confiança alheia – um aspecto fundamental para cimentar as relações sociais e, portanto, o progresso econômico, eles indicaram.

A equipe do Instituto Max Plank de Biologia Evolutiva, na Alemanha, conduziu experimentos práticos com 132 estudantes. A pesquisa foi feita através de um jogo em que participantes recebiam somas imaginárias de dinheiro e concordavam em doá-lo ou não a outros participantes com base em comentários recebidos por terceiros.

Após 17 rodadas de simulações em que os estudantes enfrentavam diferentes situações, os cientistas perceberam que o grau de cooperação variava à mesma proporção das boas impressões recebidas a boca miúda.

Em um artigo na edição da revista científica Proceedings of the Royal Society, Biological Sciences, que circula a partir desta quarta-feira, eles escreveram que “a fofoca pode servir como substituto para a observação direta”.

“Reciprocidade, confiança e reputações transferidas via fofoca estão diretamente relacionadas. Esta interrelação pode ter ajudado a alcançar os altos níveis de cooperação que podem ser observados em humanos”, afirmaram. “Diversos exemplos de fofoca passam uma impressão melhor do real comportamento de uma pessoa e, portanto, a fofoca ruim ou falsa tem pouco poder enquanto se restringir a uma minoria”.

O estudo ressalvou, entretanto, que a pesquisa reproduziu “um mundo benigno, sem incentivos para que os autores da fofoca sejam desonestos”. “Aparentemente, o mundo real é diferente, e precisamos de futuras pesquisas para investigar o poder da fofoca em situações nas quais os desonestos tirem proveito da mentira”.

FONTE: Portal Terra

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Viva a fofoca: falar mal da vida alheia pode servir à evolução humana

Um artigo publicado na edição de maio da revista Journal of Applied Social Psychology resgata a fofoca da lista dos pecados humanos. Segundo Frank McAndrew, psicólogo da universidade de Knox (EUA), autor do artigo, os mexericos têm uma função bem clara nos relacionamentos humanos: ao fofocar, as pessoas estão se informando sobre quem está ao seu redor e tomando atitudes para conviver com elas de acordo com seus interesses. O que pode parecer mesquinho nos dias atuais teve, segundo McAndrew, papel importantíssimo na evolução humana. Foi por meio da fofoca que o ser humano conseguiu informar-se sobre comportamentos de amigos e rivais e manter-se vivo. Por isso, avalia o pesquisador, há uma compulsão humana pela informação sobre os outros, assim como há uma compulsão por outras coisas essenciais para a sobrevivência da espécie, tais como comer e fazer sexo.

Em seu estudo o psicólogo cita uma pesquisa com cerca de cem estudantes universitários convidados a avaliar quais seriam as celebridades mais interessantes de acordo com a leitura de jornais sensacionalistas. Raciocinando de forma darwiniana, acreditou-se que os estudantes teriam maior interesse por celebridades de idades e sexos semelhantes aos seus, já que seriam “rivais” na disputa pelo interesse do sexo oposto etc. Foi o que de fato aconteceu. Homens jovens mostraram mais interesse pelo que tem feito o ator Robert Downey Jr (problemas com drogas, namoros etc) e mulheres com mais de 30 anos se interessaram mais por notícias sobre a supermodelo dos anos 80 Christie Brinkley (hoje uma socialite que já se casou quatro vezes e é figura freqüente em colunas sociais). Para McAndrew, a fofoca faz parte de uma estrutura inata da natureza humana e pode ser estudada de forma menos preconceituosa.

FONTE: Prometeu

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Por que você não resiste a uma boa fofoca

Pesquisadores estudam a predileção por falar, em geral, com certa malícia, sobre pessoas que não estão presentes

Por incrível que pareça a fofoca tem sido tema de estudos. Nos últimos anos, os pesquisadores voltaram sua atenção ao estudo da predileção por falar, em geral, com certa malícia, sobre pessoas que não estão presentes. Segundo estudiosos, a fofoca se presta a uma função social útil para criar vínculo entre os indivíduos. Na pré-história, quando os seres humanos viviam em pequenos bandos, e o encontro com estranhos era ocorrência rara, a fofoca favoreceu a sobrevivência da nossa espécie, coibindo comportamentos que pudessem enfraquecer o grupo. Um de seus papéis era de identificar “enganadores flagrantes” (que não retribuem atos altruístas) e “enganadores sutis” (que oferecem muito menos do que recebem). Hoje se sabe que o nosso cérebro “prefere” deter-se em informações a respeito de pessoas que conhecemos. Qualquer um com quem convivemos (ainda que não pessoalmente, mas vemos frequentemente na TV, por exemplo) se torna socialmente importante para nós. Para psicólogos evolutivos, esse funcionamento mental pode ajudar a entender a paixão moderna pelas celebridades.

FONTE: Revista Viver Mente & Cérebro

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A fofoca pode ter um papel protetor

Dizem por aí que ninguém gosta de ser alvo das histórias (verdadeiras ou não) que se espalham como fogo no celeiro: as famosas fofocas. Porém, um novo estudo sugere que a famigerada fofoca pode ter um ponto positivo. Segundo os pesquisadores, elas ajudam as pessoas distinguir seus amigos de seus inimigos.

”Chegamos à conclusão de que se trata de uma função protetora”, diz Eliza Bliss-Moreau, pesquisadora com pós-doutorado em Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Universidade da Califórnia. “A fofoca nos ajuda a prever quem é nosso amigo ou inimigo sem experiência direta com essas pessoas”, completa.

Bliss-Moreau e seus colegas estudaram o impacto visual da fofoca. Os pesquisadores descobriram que nós prestamos mais atenção no rosto das pessoas sobre as quais ouvimos coisas negativas do que no rosto das pessoas sobre as quais ouvimos coisas positivas ou neutras.

“A partir da constatação, a ideia seria observar mais atentamente esses indivíduos de que ouvimos falar mal para podermos reunir mais informações sobre eles”, explica Bliss-Moreau. “Esse pode ser um mecanismo da nossa evolução para nos proteger de mentirosos e trapaceiros em potencial, pessoas à nossa volta que pode nos fazer mal”, adiciona.

A pesquisa sugere que a observação dos possíveis desordeiros por um longo período pode nos dar pistas se eles realmente são uma ameaça.

Os pesquisadores realizaram o estudo em torno de um fenômeno conhecido como rivalidade binocular. Isso acontece quando possuímos duas coisas distintas para olhar, o que cria uma rivalidade de atenção no nosso cérebro. A quantidade de tempo que você olha para cada imagem não é sempre controlada pelo seu consciente.

Para o estudo, os pesquisadores mostraram fotos de rostos aleatórios aos participantes enquanto descreviam coisas positivas, negativas ou neutras sobre a tal pessoa da foto.

Os comentários negativos incluíam informações como “jogou uma cadeira em seu colega de turma”. Os positivos seguiam a linha de “ajudou uma mulher idosa com suas compras”, enquanto os neutros não continham nenhuma informação relevante, como por exemplo “ultrapassou um homem na rua”.

Os participantes observaram duas imagens por vez: o rosto de uma das pessoas mencionadas anteriormente ou apenas a foto de uma casa. Só era possível olhar para uma das imagens de cada vez. Os cientistas perceberam que a maioria dos olhares se fixaram nos rostos associados às fofocas negativas.

Os resultados mostram que informações obtidas através de uma fofoca influenciam até a nossa visão. O que sabemos sobre alguém não só influencia como nos sentimos em relação à pessoa e o que pensamos sobre ela, como também direciona o nosso olhar.

“Se você ouvir boatos negativos sobre alguém e logo depois encontrar essa pessoa, é muito provável que você preste mais atenção ao seu comportamento”, exemplificam os pesquisadores. Fazemos isso porque após olharmos para o alvo da fofoca por um longo tempo e observar o seu comportamento, podemos descobrir se precisamos realmente nos proteger da pessoa ou não.

FONTE: Hype Science

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Fofoca faz com que pessoas prestem atenção no seu rosto

Cientistas descobriram que pessoas tendem a fixar mais tempo o olhar no rosto de quem ouviram falar mal, como forma de defesa

*Por Alessandro Greco

Pesquisadores da Universidade Northeatern, nos Estados Unidos, descobriram que uma fofoca negativa faz com que você observe mais longamente um rosto, o que seria uma forma de se defender de algo potencialmente perigoso. “Imagine que eu e você temos um amigo em comum e eu te digo que este amigo mentiu para o marido ou esposa. Isto pode mudar a forma como você se sente em relação ao seu amigo – você pode pensar que ele não é uma pessoa tão legal assim. O que descobrimos é que isto também muda a forma como você enxerga visualmente seu amigo. Ou seja: fofoca afeta seu sistema visual”, explicou ao iG Eric Anderson, que liderou o estudo publicado hoje (19) na revista especializada Science.

E completou: “ficamos surpresos que a fofoca influencie a visão, embora obviamente pensassemos que era possível que isto ocorresse. Em geral pensa-se que o sistema visual é separado dos sentimentos. Mostramos que não é assim. O que você sente e como em relação a uma pessoa influencia o que você enxerga”.

Os pesquisadores chegaram a esta conclusão utilizando um fenômeno visual. “Quando te mostro imagens, uma em cada olho, você verá apenas uma delas. Pode parecer estranho, mas é a forma como o cérebro funciona. Então se eu ponho um rosto para um olho enxergar e uma casa para o outro, você verá um e depois a outra. O que descobrimos é que se colocamos um rosto em um olho e uma casa no outro e te contamos uma fofoca sobre aquele rosto você irá enxergá-lo por mais tempo do que se não tivéssemos falado nada sobre ele. Agora se falamos algo positivo ou neutro sobre aquele rosto não há diferença de tempo”, explicou novamente Anderson.

Após a fofoca, o próximo passo da pesquisa é estudar distúrbios de ansiedade. “As fofocas fazem literalmente as pessoas enxergar mais problemas ou ver menos sorrisos? Isto pode alimentar a ansiedade, se tornar um círculo vicioso e levar a um distúrbio de ansiedade”, afirmou Anderson.

FONTE: IG Ciência 

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