De Bem Com as Emoções

Pesquisas comprovam que bom humor, pensamento positivo e amor são tão importantes quanto remédios na busca de uma vida saudável.

*Por Lia Bock

Muito certo estava o rei Roberto Carlos ao cantar: “O importante é que emoções eu vivi.” Depois de décadas apostando que a tecnologia era a chave para a cura de males do corpo, a ciência pisa no freio e começa a comprovar que as emoções e os sentimentos estão diretamente ligados à saúde. Nos Estados Unidos, berço de algumas das mais importantes pesquisas médicas, a comunidade científica está convencida de que o estado de espírito conta pontos valiosos para o tratamento de pacientes. A tese é sustentada pela hematologista Esther Sternberg, do National Institute of Mental Health, em Maryland. “Hoje os médicos daqui respeitam a relação entre o emocional e o físico. Há muito tempo há indícios de que ela existe, mas agora temos as provas que faltavam”, disse em entrevista a ISTOÉ. Esther é autora do livro The balance within: the science connecting health and emotions, lançado em maio nos Estados Unidos. A obra é uma das primeiras a colocar de forma clara e com comprovações científicas a conexão entre cérebro, sistema imunológico e emoções.

Algumas pesquisas feitas com idosos reforçam o coro. Uma delas mostra que a esperança é fundamental para se ter uma vida mais longa. A University of Kentucky apresentou recentemente um estudo realizado com freiras que durou 15 anos. Ele aponta que as irmãs que tiveram pensamento positivo desde cedo foram menos acometidas pelo mal de Alzheimer e também viveram mais. A teoria dos pesquisadores é de que sentimentos negativos como tristeza, ansiedade e ódio têm efeito cumulativo no organismo, podendo causar, com o passar dos anos, problemas sérios de saúde. Os pesquisadores afirmam que pessoas que têm emoções negativas muitas vezes ao dia estão prejudicando a si mesmas e entrando para o time dos mais propensos a problema no coração. Outra pesquisa, realizada pela University of Texas Health Science at San Antonio, vai levar muitos velhinhos a repensar seu modo de vida. Foram entrevistados 800 idosos para saber quantos tinham esperança em relação ao futuro. Entre três e sete anos depois, verificou-se que 29% dos desesperançados tinham morrido, enquanto apenas 11% dos que afirmaram ter esperança morreram. Mas o próprio coordenador da pesquisa, o psiquiatra Stern Stephen, admite que é impossível simplesmente receitar otimismo e felicidade para as pessoas no fim da vida. “Para alguns, o sentimento pode ser natural. Para quem não é assim, ter consciência de que a esperança é algo que faz diferença na saúde já é um bom começo”, ensina Stephen.

Quem continua cético pode se espelhar no fantástico exemplo do vendedor de balas de coco Oscar Rivero, um argentino de 78 anos que vive no Brasil há três. O problema mais sério que Rivero teve na vida foi dentário. Cheio de uma energia contagiante, ele comercializa as guloseimas fazendo rimas pelas ruas de São Paulo e garante que o segredo de sua vitalidade é pura e simplesmente gostar de viver e ser feliz em tudo o que faz. “Busco estar vivo, trabalhar e me divertir sempre com a cabeça e o corpo em movimento”, conta. A vitalidade de Rivero faz inveja até ao público jovem. Ele namora uma mulher 40 anos mais nova e pode ser visto em festas de música eletrônica, dividindo a pista de dança com o neto de 27 anos.

Otimismo – Mas não é só para aumentar a longevidade que as emoções funcionam como ingrediente especial. Um estudo publicado em junho no Canadá fez uma revisão de artigos científicos publicados entre 1966 e 1998 e revelou que há relação entre expectativa positiva e resultados bem-sucedidos de tratamentos de doenças graves. Isso não é novidade para a produtora Laila Vasconcelos, 20 anos, de São Paulo. Ela teve um tumor maligno no joelho quando tinha 11 anos. “A única vez que chorei foi quando caiu o cabelo. Minha ingenuidade sobre o câncer foi o que me fez ter certeza de que nada de ruim iria acontecer e assim venci. Talvez, se tivesse descoberto o problema hoje, teria mais medo e me sentiria menos segura”, conta. Para os pesquisadores canadenses, o otimismo é fundamental para driblar os males do corpo. “Constatamos que ter pensamento positivo e acreditar na cura esteve relacionado com recuperação mais rápida, menos necessidade de remédio para dor após cirurgias, menos febre, melhor recuperação do peso e volta mais rápida ao trabalho”, diz Donald Cole, coordenador do estudo feito pelo Institut for Work and Health, em Toronto.

O fato de os cientistas ocidentais estarem se curvando à associação entre emoções e saúde é motivo de comemoração entre os adeptos da medicina chinesa, que incorpora o conceito há cerca de cinco mil anos. Para os especialistas dessa linha não há e nunca houve separação entre corpo e mente. “É tão certo para os orientais que os dois são algo único que é até difícil para eles entender a dissociação feita pelos ocidentais. Para os povos orientais, a doença sempre tem o lado físico e o lado mental. Às vezes, é um problema emocional que gera o mal. Outras, é a enfermidade que gera um desequilíbrio mental, mas os dois caminham sempre juntos”, explica Valéria Nami Kim, dentista e acupunturista de São Paulo. A filosofia chinesa é baseada nos elementos fogo, terra, metal, água e madeira e cada um tem sentimentos e órgãos correspondentes, que podem ser afetados pelo excesso ou pela ausência das emoções. Na hora de tratar algum paciente, os especialistas em medicina chinesa levam em consideração essa correspondência.

Na psicologia, a relação entre as emoções e a saúde também já é abordada. Por causa dela surgiu o termo psicossomático. Mas a falta de pesquisas científicas que comprovassem a interação fez reinar durante algum tempo um ceticismo turrão quanto aos efeitos dos sentimentos no corpo. “As comprovações nessa área são difíceis e demoradas porque a maioria das pesquisas são financiadas por laboratórios farmacêuticos de porte. Quando falamos em emoção e psicologia, não estamos lidando com um grande mercado de medicamentos”, explica a psicóloga Denise Ramos, coordenadora da pós-graduação em psicologia clínica da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo. Ela diz que todas as doenças têm uma ligação com o psicológico, mas as pessoas não estão preparadas para lidar com esse lado subjetivo. “Somos educados para a matemática, para os hábitos saudáveis e para as ciências. Mas ninguém aprende a fazer higiene psicológica, a encarar seus conflitos internos”, protesta.

De acordo com Denise, é difícil correr atrás do prejuízo. Especialmente porque uma das formas de abrir os olhos para uma crise emocional é relaxar. “A hora do descanso é aquela em que a pessoa se depara com os conflitos. Como o indivíduo não sabe direito como lidar com eles, acaba preferindo não relaxar para não ter de enfrentá-los. Isso é um desgaste grande que pode se transformar em enfermidades”, explica a psicóloga da PUC. Não é à toa que muitos infartos acontecem nos finais de semana, nas férias e na aposentadoria. “Nesses momentos, em que a pessoa está mais relaxada, os problemas ficam mais perceptíveis. E a angústia pode surgir, o que faz subir a pressão, um risco para quem tem problemas cardíacos”, exemplifica.

Fortes emoções podem ser um agravante perigoso para quem sofre do coração. Uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo com pacientes que sofrem de doenças coronarianas constatou que o grupo que teve infarto passou por mais situações estressantes (como dívidas, perda de emprego e morte na família) do que os que não tiveram tantas variações emocionais. “Constatamos também que a irritabilidade foi bem maior no grupo que infartou. Durante um episódio de raiva, o risco de ocorrer um ataque cardíaco é duas a nove vezes maior”, salienta o psiquiatra Renério Fraga Júnior, do HC.

Revisão – Tempos atrás, jamais se imaginaria que um tratamento psicológico, à base de medicamentos contra depressão e ansiedade, poderia fazer alguma diferença para os pacientes cardíacos. Essa crença foi derrubada em março deste ano por um estudo canadense, conduzido pelo instituto Montreal Heart. Os pesquisadores fizeram uma revisão de antigos casos de pessoas que sofreram infarto. Nas análises originais não se notava influência das terapias entre os pacientes. Na nova avaliação, os especialistas decidiram que era necessário separar os doentes. De um lado, ficaram aqueles que usaram remédios e obtiveram resposta no tratamento. Do outro, os que não foram medicados e os que não obtiveram resultados, apesar de terem usado as drogas. Aí, veio a surpresa: apenas 1% dos que se beneficiaram da medicação morreu. Esse índice foi de 5% entre os pacientes que não apresentaram melhora com os remédios e os que não fizeram o tratamento. Ou seja, viveu mais quem cuidou do corpo e da cabeça.

Trabalhos como esses mostram como é preciso esforçar-se para controlar os conflitos emocionais e psicológicos. Inclusive para aqueles que não padecem de algum problema crônico. Todos devem prestar atenção no modo como lidam com os sentimentos. Discutir na hora da refeição, por exemplo, altera a produção de suco gástrico, o que pode gerar uma gastrite e até uma úlcera. Por isso, é importante aprender a se tranquilizar ou se descontrair. Por causa da incrível dificuldade de relaxar notada em muita gente, alguns médicos receitam a manutenção de uma atividade prazerosa como forma de prevenção. A psiquiatra Alexandrina Meleiro, de São Paulo, está nesse grupo. “Assino embaixo de tudo aquilo que pode deixar o paciente acreditando na cura, mas sem falar em milagre. Tem gente que se apóia na religião. Vale tudo”, emenda. A sugestão da especialista faz sentido. “Qualquer ato que dê prazer ajuda as células do sistema imunológico a liberar endorfina, substância que combate a dor e que é semelhante à morfina. Desse modo, a qualidade funcional do CD4, maestro desse sistema, melhora, aumentando a resistência do corpo às doenças. Por essa razão, é melhor adotar um esporte que você realmente aprecia como atividade regular do que praticar outro só porque os benefícios são aparentemente maiores”, esclarece o infectologista Artur Timerman, do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo.

Sem a ajuda de componentes prazerosos ou mesmo de pensamentos otimistas, o sistema imunológico fica com menos bala na agulha. Por conta disso, é importante que o paciente esteja motivado durante tratamentos longos, como os de Aids. Em momentos de depressão, por exemplo, as células CD4 perdem tanto em número quanto em qualidade de funcionamento. Desse modo, a resistência do organismo cai, facilitando a ação de agentes inimigos. Talvez tenha sido uma força-tarefa das estruturas de defesa, resultado de muita vontade de viver, que ajudou a vendedora Iolanda Tomilow, 48 anos, a se recuperar de uma ateroesclerose múltipla (doença degenerativa vascular). Ela passou por uma cirurgia delicada e o tempo de recuperação na UTI foi estimado em 15 dias. Iolanda, entretanto, deixou a unidade em apenas dois dias. “O segredo foi colocar na cabeça que não era grave o que eu tinha”, conta.

Sobrevivência – O cardiologista Elias Knobel, chefe do Centro de Tratamento Intensivo do Albert Einstein, sustenta que mesmo em pacientes inconscientes é possível perceber quem luta com garra pela vida e quem se entrega aos aparelhos. “Apegar-se à vida nessa hora é fundamental. Vi muitos casos de pessoas que se não tivessem tanta vontade de viver não teriam sobrevivido”, conta Knobel. O empresário Themistocles Sacchi, 66 anos, de São Paulo, é um desses pacientes. Ele procurou o pronto-socorro do hospital horas antes da ceia de Natal do ano passado. Queixava-se de uma estranha dor na barriga. Sacchi estava, na verdade, com uma hemorragia interna que o fez perder muito sangue. O problema surgiu por causa de um rompimento ocorrido numa prótese colocada na artéria aorta um ano antes. O quadro era grave. Ele ficou em coma durante 40 dias. O cardiologista afirma que, se o empresário não tivesse tanta força de vontade, provavelmente não teria aguentado a situação. “Tive muitos sonhos enquanto estava desacordado, mas todos eram positivos. Mesmo quando sonhei que estava morto, não entrei em desespero. Ficava feliz de ver os amigos a minha volta”, diz.

Há quem vá mais longe na defesa da importância das emoções. De acordo com a psicanalista Silvana Rabelo, de São Paulo, para a pessoa poder manter o lado emocional em equilíbrio é fundamental que ela seja amada e sinta que tem um papel no mundo. “O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, sempre dizia que viveu mais do que seus irmãos, ambos hemofílicos e contaminados pela Aids, porque sentia que ele era importante e não poderia partir”, exemplifica. Tem mais. Muita gente já ouviu histórias que contam como a morte de um velhinho é logo seguida pela morte de outro – às vezes, um amigo antigo ou o parceiro de um casamento duradouro. “Quando duas pessoas se sentem fundamentais mutuamente e uma delas morre, a outra pode perder a razão de viver”, explica Silvana.

E não basta apenas o amor. O infectologista Olavo Henrique, de São Paulo, defende que é necessário dispor de um time multidisciplinar no tratamento de doenças crônicas. “O bom serviço não é apenas aquele que tem os melhores médicos, mas sim o que tem uma equipe que apóie, escute, dê amparo social e psicológico. Isso é levar o emocional a sério”, assegura. É um modo de dar espaço para o paciente mostrar se a dor está no corpo ou na alma.

O dia em que a alegria chegou ao hospital

Em 1964, o americano Norman Cousins descobriu que tinha uma grave deficiência imunológica e teria apenas mais um mês de vida. Decidido a morrer feliz, pediu para ser tratado num hotel, onde pretendia ficar assistindo comédias. Seu objetivo era despedir-se do mundo às gargalhadas. Mas o riso fez tão bem ao paciente que ele superou a doença, para espanto dos médicos. Cousins organizou um movimento para discutir a influência das emoções na cura. Ele queria levar alegria aos hospitais. Seu sonho virou realidade em 1986, quando o ator Michael Christensen, durante uma comemoração de um hospital nova-iorquino, pediu para visitar as crianças internadas na UTI que não podiam participar do evento. A médica de plantão quis proibir: “UTI não é lugar de palhaço.” Christensen retrucou: “E nem de criança.” Ele entrou, simulou transfusões de milk-shake e transplante de nariz vermelho e conseguiu reações muito positivas. Essa foi a semente do Clow Care Unit. No filme Patch Adams, estrelado por Robin Williams, um pouco dessa história é revivida. A trupe americana inspirou também os Doutores da Alegria, grupo criado no Brasil em 1991 pelo ator Wellington Nogueira.

A hora do jogo

A solução dada pela psicóloga Eva Strum, de São Paulo, para um problema pessoal acabou se transformando numa saída para a tristeza de muitas pessoas. Às voltas com a necessidade de ajudar o pai, um senhor de 75 anos, recém-operado do coração, a vencer o desânimo em 1995, ela decidiu levar um jogo de tabuleiro, o Rummikubi, para distraí-lo. Deu certo. “Começamos a jogar e ele não só se animou como sorriu e se divertiu. Percebi que poderia fazer disso um trabalho voluntário para levar diversão a outras pessoas”, afirma Eva, que já utilizava o brinquedo com os pacientes do consultório. Parece loucura, mas a psicóloga demorou cinco anos para furar a barreira da burocracia dos hospitais. Em abril de 1999, finalmente conseguiu dar início às atividades do Projeto Pensamento Positivo, no Hospital Nove de julho, em São Paulo. “Foi um sucesso. Muitas pessoas se recuperaram da doença, puseram a cabeça para pensar e se sentiram vivas”, garante. Hoje, Eva conta com uma equipe de 45 voluntários, atua em três instituições e já conseguiu até o patrocínio para importar os jogos, que estimulam o raciocínio. Eles vêm de Israel.

Depressão não é sentimento: é doença

A tristeza não deve ser confundida com a depressão, doença que exige tratamento, e muitas vezes medicamentos. O estado depressivo é capaz de enfraquecer o sistema imunológico e abrir as portas do organismo para enfermidades oportunistas. Suas consequências são muito piores do que as emoções negativas. A depressão pode, por exemplo, dobrar o risco de ataque cardíaco em pessoas hipertensas, conforme pesquisa recente do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York.

Há outro problema sério que envolve o mal. “Muitas vezes a pessoa considera bobo que o problema tenha fundo emocional. Ela quer achar uma causa genética”, diz Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Hospital das Clínicas de São Paulo. Mesmo podendo ser grave, a enfermidade ainda é discriminada pelo paciente. Um questionário de avaliação psicológica foi aplicado a indivíduos que procuram pela primeira vez auxílio no ambulatório de clínica geral do HC. Deles, 56,5% estavam com depressão. “É um número alto. Demonstra que, além do sofrimento psíquico, a doença causa desconforto físico, motivo que levou essas pessoas ao hospital. O segundo ponto é que elas, ao buscar ajuda de um clínico geral e não de um psiquiatra, mostram resistência ao tratamento psicológico”, comenta José Antônio Atta, chefe do ambulatório. A culpa é do preconceito. “As pessoas confundem depressão com tristeza. Mas muitas vezes a depressão pode aparecer como irritabilidade, por exemplo”, acrescenta o psiquiatra Renério Fraga, do HC.

Problemas demais para a cabeça

Liana Melo

Vai longe o tempo em que o médico ficava horas à cabeceira do doente, observando-o e ouvindo sua história. Hoje, ninguém mais tem tempo a perder. Nem o médico nem o paciente. Sem desdenhar os avanços da tecnologia e dos remédios, a psicanalista carioca Glória Leal está convencida de que o bom atendimento inclui muita conversa e segue os preceitos do grego Hipócrates, pai da medicina. Séculos antes de Cristo, os gregos se preocupavam com o corpo e com a alma, considerados inseparáveis. Hipócrates defendia: “O corpo não é só um conjunto de órgãos, mas uma unidade viva que cada indivíduo regula e harmoniza.”

Para Glória, o corpo é a lixeira da mente. Ela afirma que tudo que a consciência rejeita como material culposo, vergonhoso ou sofrido pode se materializar como enfermidade. “São as doenças psicossomáticas”, completa. Ela conta o caso de uma viúva de 60 anos que uma vez se internou porque não conseguia se alimentar. Os médicos não descobriam a causa do problema. Ao conversar com a paciente, a psicanalista percebeu que a mulher se sentia muito sozinha desde a morte da irmã, com quem morava antes. Inconscientemente, queria morrer também, devido à solidão. Com tratamento psicológico, a viúva recuperou a vontade de viver e voltou a comer.

FONTE: ISTOÉ Independente

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