Psicologia do Design de Interiores: em busca de uma arquitetura da felicidade

arquitetura_da_felicidade

A Psicologia do Design de Interiores é um ramo recente da Psicologia Ambiental. Baseia-se em resultados de pesquisas científicas e em experimentação. O fundamento essencial dessa área é o amplo universo de investigação neurocientífica das emoções humanas. Dito de outra maneira, ocupa-se de entender como os seres humanos reagem, no nível emocional e cognitivo, à forma com que os espaços interiores – residenciais e comerciais, individuais e coletivos – são organizados. A partir disso, a Psicologia do Design de interiores visa contribuir para que os lares e estabelecimentos comerciais sejam espaços promotores de bem-estar e qualidade de vida. Não se pode confundir a Psicologia do Design de interiores com a Ergonomia. Enquanto a Ergonomia volta-se para a criação de ambientes funcionais, a Psicologia do Design de interiores tem a árdua tarefa de tentar criar ambientes mais felizes, espaços que priorizem as emoções e as vivências positivas. Continue lendo »

Psicologia do Design de Interiores: O que faz de uma casa um lar?

o-que-faz

Primeiramente, podemos pensar na moradia como parte de duas de nossas necessidades básicas: proteção e segurança. De um lar, contudo, espera-se mais do que a função de simples abrigo. Nós temos a expectativa, consciente ou inconsciente, de que a casa que habitamos nos ofereça conforto, paz, estabilidade e, principalmente, nos ajude a ter mais felicidade. Mas como transformar cimento, tijolos, telhas, tinta, etc., num espaço que possa nutrir nossos corpos, corações e mentes? Continue lendo »

A DECORAÇÃO INTERNA DA CASA, SEGUNDO OS TRAÇOS DE CARÁTER

decorao_carter

Nara Trevizan


Neste artigo, trago uma proposta de pesquisa na interface entre a Arquitetura e a Psicologia dentro de uma abordagem reichiana, buscando obter diretrizes para aproximar a intervenção arquitetônica nos espaços residenciais às necessidades, desejos e traços de caráter de seus usuários.(…)


Esse assunto sempre me pareceu vasto e fascinante(…) que todos nós habitamos “um lugar” e, porque nossa casa é um universo único, onde os significados tomam forma e são distribuídos obedecendo uma ordem que revela quem somos e como nos posicionamos nesse espaço que nos acolhe e protege. Continue lendo »

Modo de morar e modo de cuidar: uma proposta de tipologia

morar_cuidar

*Elaine Pedreira Rabinovich; Ana Maria Almeida Carvalho

Universidade de São Paulo

Para Winnicott (1982), o espaço potencial seria o espaço cultural e os objetos transicionais seriam os intermediários entre os objetos da fantasia e os da realidade. Tais objetos tanto ajudam a fazer a ponte entre a realidade subjetiva e a realidade objetiva quanto ao fazê-lo, permitem a criação da própria cultura através da criatividade que decorre do aspecto potencial. O espaço potencial é o espaço possível, não do evento certo, mas o que decorre e onde ocorre o encontro, o início e o prosseguimento da vida subjetiva. Continue lendo »

O SIMBOLISMO DA CASA E A MÚSICA: IMAGINAÇÃO E MEMÓRIA

simbolismo-da-casa

Walter Melo*

A casa funciona, dentro das produções da imaginação material, como um abrigo, como um princípio de integração dos pensamentos, das lembranças e dos sonhos, em suma, como um valor de integração psíquica. (…)A casa está inscrita no corpo, não como traço mnêmico, mas como imagem de intimidade, como imagem que busca um centro, que instaura um centro, que cria um universo (Eliade, 1991). Em qualquer casa que moramos, tendemos a imaginá-la sempre mais do que ela é, pois, com esta imagem arquetípica, estamos justamente no ponto de união entre imaginação e memória(…). Continue lendo »

A BRINCADEIRA DE CONSTRUIR CASINHA

a-brincar-de-casinha

Elaine Pedreira Rabinovich
Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia Experimental/USP

A Casa como Símbolo

As experiências de ser-no-mundo constituem o cerne da casa como símbolo, quer nas brincadeiras de construir casa quer nos desenhos de casa. Trata-se de uma experiência de espacialização, primeira e fundamental, geradora das demais. Trata-se da experiência de habitar o próprio corpo.

São as vicissitudes desta “habitação” (“indwelling” ou personalização para (WINNICOTT, 1971) que são “jogadas” nas brincadeiras de casinha. O corpo – o lugar onde se habita – é não apenas o locus de expressão, gestos e sinais, através de uma linguagem corporal a ser lida: ele é o receptáculo das marcas, dores, cicatrizes e tatuagens – o lugar de sua história. O modo de morar, em sua concretude conforme expresso na moradia, não é um contexto que está fora apenas, mas informa, desde fora, a forma do corpo subjetivo. Segundo PEREIRA & NUNES (1989), a casa, o corpo e o eu formam uma trindade que se manifesta como um todo nas “brincadeiras de casinha”. Continue lendo »

Espaço Doméstico: Contributos para uma leitura integrada de Habitat

espao-domstico

Por Ana Serra e Moura Salvado**


Introdução: A diversidade do espaço residencial


A evolução demográfica ocorrida nas últimas décadas(…)tem vindo a operar transformações na configuração das estruturas familiares e conseqüentemente no domínio das formas de habitar. As mudanças ocorridas ao nível das estruturas familiares traduzem-se, sucintamente, num aumento generalizado do número de pessoas que vivem sozinhas (jovens ou viúvos), no acentuar do número de famílias monoparentais, no aumento de casais que vivem em união de facto e num número crescente de casais sem crianças. Continue lendo »