Sobre o Dinheiro e as Emoções

Heart of Money

O medo e a dor de perder dinheiro
Estudo publicado na Neuroscience revela como o cérebro administra as perdas

Para o cérebro, perder dinheiro é doloroso e temerário. Essa é a conclusão de um estudo publicado na Neuroscience por pesquisadores da University College de Londres. Usando ressonância magnética funcional para analisar o tecido cerebral de 20 voluntários que passavam o tempo apostando em jogos de azar, os cientistas observaram que perder ativava neurônios dos circuitos ancestrais reguladores do medo e da dor. Continue lendo »

“Para superar preconceitos, jovens da periferia gastam mais com aparência”

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O estudo foi realizado com jovens de 13 a 21 anos, no Grupo de Assistência Social Bom Caminho, na periferia da Zona Oeste de São Paulo

Agência USP de Notícias

Apesar dos poucos recursos, os jovens da periferia gastam seu dinheiro principalmente em cuidados com a aparência. A escolha é uma tentativa de fugir dos preconceitos que sofrem e serem aceitos pelo seu grupo social e pela sociedade. Essa é uma das constatações obtidas na pesquisa realizada pela cientista social Paula Nascimento da Silva. Continue lendo »

Finanças Comportamentais

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*Por Isabella Bertelli

Já ouviu falar em finanças comportamentais [em inglês, behavioral economics]? Ou o título foi tão inesperado que o levou a ler esse texto? Bem, finanças comportamentais é um ramo de estudo que envolve áreas como a administração, a economia e a psicologia. Como o próprio nome sugere, trata-se de estudar o comportamento financeiro das pessoas. Continue lendo »

“O dinheiro é como um anel metálico que colocamos em nossos narizes”

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Esta é uma entrevista com Bernard Lietaer feita pela jornalista Sarah van Gelder, editora da revista Yes, revista de futuros positivos, EUA, 1988. O texto em espanhol foi enviado à Primavera, aos 23 de Abril de 2002. Esta tradução é do tipo tradução livre da CAPINA.

Poucas pessoas trabalharam com e sobre o sistema monetário a partir de enfoques tão distintos como Bernard Lietaer, que atuou cinco anos no Banco Central da Bélgica. Aí, seu primeiro projeto foi o desenho e a implementação de uma moeda européia unificada. Lietaer foi presidente do sistema de pagamento eletrônico da Bélgica; desenvolveu para empresas multinacionais tecnologias a serem usadas em ambientes de múltiplas moedas nacionais; também atuou em países em desenvolvimento, contribuindo para melhorar suas poupanças. Ensinou finanças internacionais na Universidade de Lovaina, na Bélgica, país onde nasceu, e, ainda, foi gerente geral e broker (corretor) de uma das grandes empresas de investimento. Continue lendo »

Mercado financeiro movido à testosterona

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Nível de hormônio masculino seria capaz de influenciar desempenhos de operadores da bolsa de valores: quanto mais, maiores as chances de aumentar os ganhos

*Por Geoff Brumfiel – Tradução de Nilza Laiz Nascimento da Silva

Os livros e os filmes geralmente retratam os operadores do mercado de capitais como jogadores “machões”. E pode haver realmente provas científicas que apóiem essa imagem da cultura popular: dois pesquisadores associaram os níveis de testosterona ao sucesso dos operadores da bolsa, em um mercado de ações de Londres. Continue lendo »

A Avareza Na Ficção

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Balzac e Dostoievski, escritores consagrados do século XIX, viviam atolados em dívidas, não admira que ambos tenham criado personagens sovinas e egoístas

*por Moacyr Scliar

Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud. Observando que ao longo da história o dinheiro foi freqüentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso. Continue lendo »

Psicologia Econômica

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Cientistas laureados com o Prêmio Nobel de Economia estudaram a influência de fatores psicológicos na hora da tomada de decisão

*Publicado em 30/10/2002

Para quem não faz parte do mundo financeiro, economia e psicologia parecem ciências completamente diferentes e sem qualquer ligação. Entretanto, a relação entre estas duas áreas sempre foi discutida no meio econômico, sem que se chegasse a alguma conclusão. A partir de agora, isso pode começar a mudar. Dois cientistas norte-americanos, o economista Vernon Smith e o psicólogo Daniel Kahneman, foram laureados com o Prêmio Nobel de Economia deste ano exatamente por serem autores de teorias que provam cientificamente que não é possível depender apenas da matemática para tomar decisões econômicas. Segundo eles, às vezes, o lado psicológico de um investidor pode até ser mais importante do que seu conhecimento financeiro. Continue lendo »