Estilo de Vida e Estresse

Por *Carlos Laganá de Andrade e **Roseli Okabe

Viver é estar sob estresse. Ser humano é experimentar mudanças, triunfos, amor, raiva, perdas, prazer, fracassos, dor, alegria, medo. O termo estresse aplica-se a qualquer estímulo ou mudança no meio externo ou interno gerador de tensão, que ameaça a integridade sócio-psicossomática da pessoa, seja diretamente, por suas propriedades físico-químicas, biológicas ou psicossociais, seja indiretamente, devido a seu significado simbólico. O estresse não é um aspecto novo da vida. É o produto da interação entre um indivíduo e o meio em que vive. O homem moderno parece viver de modo a facilitar a criação de um ambiente estressante. As tensões da vida de hoje refletem sua dificuldade de adaptar-se com rapidez suficiente às novas mudanças que ele mesmo está provocando em seu meio ambiente e na sua maneira de viver. Continue lendo »

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A Sociedade do Narcisismo e da Melancolia

De que maneira a sociedade contemporânea, marcada pela contínua desvalorização do passado e pela promoção crescente do narcisismo, está condenada à melancolia?

*Por Luciana Chauí Berlinck

A melancolia (palavra que em meados do século 19 começa a ser substituída pelo termo depressão) é considerada a doença mental contemporânea, e cabe indagar como nossa sociedade facilita o surgimento dessa patologia. Não faremos distinção entre melancolia e depressão. Para muitos, a depressão é uma patologia orgânica, que transparece psicologicamente como tristeza profunda ou melancolia. Ou seja, esta é um sintoma daquela. Em contrapartida, para Freud, não há diferença entre uma e outra. Ambas exprimem o mesmo fenômeno, embora possamos considerar a depressão um sintoma da melancolia, uma vez que a palavra “depressão” significa rebaixamento, ou seja, uma diminuição das atividades, que pode ser tanto orgânica quanto psíquica. Continue lendo »

De Bem Com as Emoções

Pesquisas comprovam que bom humor, pensamento positivo e amor são tão importantes quanto remédios na busca de uma vida saudável.

*Por Lia Bock

Muito certo estava o rei Roberto Carlos ao cantar: “O importante é que emoções eu vivi.” Depois de décadas apostando que a tecnologia era a chave para a cura de males do corpo, a ciência pisa no freio e começa a comprovar que as emoções e os sentimentos estão diretamente ligados à saúde. Nos Estados Unidos, berço de algumas das mais importantes pesquisas médicas, a comunidade científica está convencida de que o estado de espírito conta pontos valiosos para o tratamento de pacientes. A tese é sustentada pela hematologista Esther Sternberg, do National Institute of Mental Health, em Maryland. “Hoje os médicos daqui respeitam a relação entre o emocional e o físico. Há muito tempo há indícios de que ela existe, mas agora temos as provas que faltavam”, disse em entrevista a ISTOÉ. Esther é autora do livro The balance within: the science connecting health and emotions, lançado em maio nos Estados Unidos. A obra é uma das primeiras a colocar de forma clara e com comprovações científicas a conexão entre cérebro, sistema imunológico e emoções. Continue lendo »