Ficou sabendo? Estudo Revela Utilidade da Fofoca

Fofoca” por Wenceslas Václav Von Brozik (1851-1901)

Os homens parecem tão dedicados ao mexerico quanto as mulheres

*Por Benedict Carey (The New York Times)

As fofocas suculentas viajam tão rápido -ele fez o quê? Ela tem fotos?- que as pessoas nem têm tempo de tapar os ouvidos, mesmo que queiram. “Ouvia muita fofoca pelos corredores, a caminho da aula”, contou Mady Miraglia, 35, professora de história em Los Gatos, Califórnia, sobre seu emprego anterior. Os comentários eram sobre os pecados sexuais e as dificuldades em sala de seus colegas professores. “Para ser franca, me sentia melhor como professora quando ouvia falar mal dos outros”, disse ela. “Eu estava lá sozinha, não tinha noção de como estava me saindo em sala de aula, e a fofoca me dava alguma base. Além disso, sentia que ganhava algum prestígio pelo fato de saber, de estar por dentro de tudo”. Leia o resto deste post »

Como Funciona a Fofoca

Fofoca” por Nikolaos Gyzis (1842-1901)

*Por Tracy V. Wilson

Introdução

Mesmo que você nunca tenha tido aulas sobre a história da Rússia do século XVIII, é provável que já tenha ouvido a história de Catarina, a Grande. Segundo dizem, Catarina II, imperatriz da Rússia, morreu em circunstâncias questionáveis envolvendo um cavalo. No entanto, se você perguntar a alguém que se interessa por história vai descobrir que essa não é verdadeira. Na verdade, Catarina II morreu de derrame e não havia nenhum cavalo presente. A história da imperatriz russa e o cavalo não é uma invenção recente – ela começou como fofoca há mais de 200 anos. Não se trata apenas de uma história picante, é um bom exemplo da natureza da fofoca. É quase impossível descobrir quem foi o primeiro a contar a história. Leia o resto deste post »

Opinião e Fofoca

Fofoca” por Thomas Sully (1783-1872)

Pessoas acreditam em fofoca mesmo quando sabem a verdade, diz estudo

Em jogo que valia dinheiro, informações dadas por terceiros influenciavam comportamento. Apesar de verem dados sobre quem era confiável, jovens davam ouvidos a fofoca.

*Por Reinaldo José Lopes

A fofoca pode ter uma função social das mais importantes. E não estamos nos referindo só ao entretenimento que a prática proporciona aos desocupados. Um experimento conduzido por pesquisadores alemães e austríacos sugere que falar da vida alheia ajuda as pessoas a saber quem é confiável e quem não é dentro de um determinado grupo — tanto que as pessoas podem ter suas opiniões mais influenciadas pelas fofocas do que por fatos que elas próprias presenciaram. Leia o resto deste post »

A Calúnia e a Fofoca

Fofoca” por Albert Edelfet (1854-1905)

*Por Roque Theophilo

Calúnia é um termo que vem do latim, calumnia, engodo, embuste. A calúnia não se confunde nem com a difamação nem com a injúria, outros dois crimes contra a honra. A difamação (do latim diffamare) significa desacreditar, sendo um crime que consiste em atribuir a alguém fato ofensivo à sua reputação de pessoa fiel à moralidade e aos bons costumes. Não se confunde com a calúnia, pois esta consiste numa imputação injusta de fato tipificado como crime. Na difamação o que se busca é desacreditar a vítima, embora sem apontá-la como autora de fato criminoso. Exemplo: afirmar que um homem solteiro, de hábitos reconhecidamente morigerados, freqüenta prostíbulos. Trata-se, enfim, de uma imputação de fato desairoso à reputação da vítima. Leia o resto deste post »

Somos Todos Fofoqueiros

Fofoca” por Thomas Benjamin Kennington (1856-1916)

*Por Eugenio Mussak

Maria Olímpia tinha uma amiga que, por ter nascido no dia 7 de setembro, era conhecida como Independência. Viviam no Rio de Janeiro, na década de 80 do século 19, época em que as amizades, principalmente entre as moças, respondiam por várias das necessidades humanas, como lazer, segurança e informação. O mundo de então era pequeno. Era limitado pela comunicação precária, pela lentidão do deslocamento, pela parcimônia das opções. Restavam as pessoas. A amizade solidária era um bem a ser preservado. As duas amigas cumpriam, uma para a outra, esse mix de atribuições socio-familiares. Maria Olímpia, aos 26 anos, era casada com um advogado recém-formado, competente e dono de um futuro brilhante, como todos diziam. Já Independência, pobre moça, mal tinha chegado aos 30 e já era viúva de um militar. Morava com sua mãe, era religiosa com fervor e dava sinais de que estava conformada com sua viuvez e com todo o conjunto de conseqüências que isso acarretava em uma sociedade católica e conservadora. Leia o resto deste post »

A Fofoca Como Uma das Máscaras da Inveja

Fofoca” por Bernard Safran (1924-1995)

*Por Roque Theophilo

Conceito de Inveja

A inveja, segundo o Dicionário Aurélio, é o “Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem Desejo violento de possuir o bem alheio”. É muito elucidativa a descrição de Inveja escrita por Ovídio: “A Inveja habita no fundo de um vale onde jamais se vê o sol. Nenhum vento o atravessa; ali reinam a tristeza e o frio, jamais de acende o fogo, há sempre trevas espessas(…) . Assiste com despeito aos sucessos dos homens e este espetáculo a corrói; ao dilacerar os outros, ela se dilacera a si mesma, e este é seu suplício”. Leia o resto deste post »

Fofoca Como Laço Social

Fofoca” por Eugene De Blaas (1843-1932)

*Por Jorge Forbes

Ora, ora. Duas psicólogas da Universidade de Staffordshire, na Inglaterra, gastaram um bom dinheiro para mais uma dessas pesquisas que pululam por aí, para satisfazer a febre empírica de tudo provar com números, característica de nossa época, e que disputam o prêmio “Ig Nobel”. Chegaram a duas conclusões apresentadas no último 7 de setembro, em congresso realizado na Universidade de Winchester: que fofocar elogiando faz bem para o fofocador, e que homens fofocam 76 minutos por dia, enquanto mulheres fofocam menos, só 52 minutos, contrariando a voz popular. Essa notícia obteve repercussão na internet, enquanto, nas plagas brasileiras, uma revista semanal abriu espaço nobre para reproduzir a nota, sem qualquer crítica. Leia o resto deste post »