Sobre o Namoro

“Namorados” por Candido Portinari (1903-1962)

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, de saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Continue lendo »

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Sites de Namoro Usam Métodos Científicos Para Formar Casais

“Uma Dama e Dois Cavalheiros” por Johannes Vermeer (1632-1675)

*Traduzido por Amy Traduções do New York Times

Tenho checado sites de namoro na internet recentemente. Não, não estou no mercado (embora meu marido esteja um pouco desconfiado de toda essa “pesquisa”). Mas como muitos dos meus amigos usam tais sites, fiquei curiosa. E como todo mundo está procurando economizar dinheiro atualmente, queria saber se alguns sites eram mais eficazes – e, portanto, um melhor investimento – do que outros. Na época, eu não sabia a caixa de Pandora que estava abrindo com essa questão. A competição entre as empresas para provar que seu método tem mais validade científica é ferrenha. Existe de tudo, de questionários de compatibilidade de uma hora a testes de DNA. Mas como consumidora, é bastante difícil descobrir quão reais essas alegações são e, ainda mais importante, se elas fazem diferença na busca pelo amor eterno. Continue lendo »

A Internet Mudou a Paquera

“A Paquera” por Edmund Blair Leighton (1853-1922)

*Por Nádia Schiavinatto

O mundo deu voltas e voltas. A comunicação humana já passou pelos sinais de fumaça, ruídos de tambores, mensageiros que viajavam longas distâncias para a entrega de uma carta, correio aéreo, telégrafo, telefone….e hoje podemos nos comunicar em tempo real através da internet. Com a nova tecnologia, a maneira dos encontros amorosos também mudou. Continue lendo »

Ficar ou Namorar: Intimidade Sexual e Intimidade Emocional em Conflito

“Amizade” por Fleetwood Walker (1857-1924)

A partir dos anos 80, o “ficar” tornou-se a forma de relacionamento amoroso mais praticada pelos jovens brasileiros. Segundo o professor doutor Sandro Caramaschi, docente do departamento de Psicologia da Unesp-Bauru, o ficar não é um privilégio nem uma invenção das gerações atuais. “Antigamente, as pessoas também ‘ficavam’, embora atribuíssem nomes diferentes para essa prática, que era também menos generalizada do que atualmente”, conta Caramaschi. Continue lendo »

Namorar é… Cada Um Sabe a Dor e a Delícia do Relacionamento Que Tem

“Os Enamorados” por Émile Friant (1863-1932)

O relacionamento contemporâneo é diversificado, multifacetado e prima pela manifestação da vontade do indivíduo.

*Por Elaine Pereira – Portal Uai

O que quase todo mundo quer é encontrar sua metade ideal. Alguém que seja não necessariamente o seu reflexo, mas que o deixe mais feliz em estar acompanhado do que só. O que torna essa busca complexa, entretanto, é o fato de existirem formas diferentes de felicidades para cada um e múltiplas formas de participar do jogo amoroso. Cada vez mais o namoro torna-se, na sociedade contemporânea, cheio de nuances que permitem engajamentos variados e podem, algumas vezes, confundir a cabeça de quem quer ter um ombro mais que amigo para dividir sua intimidade. O que é, então, namorar nos dias de hoje? Continue lendo »

Encontros, Relações e a Sizígia

“Homem e Mulher Contemplando a Lua” Caspar David Friedrich (1774-1840)

*Por Selene Regina Mazza

“Como se sabe, não é o sujeito que projeta, mas o inconsciente. Por isso não se cria a projeção: ela já existe de antemão. A conseqüência da projeção é um isolamento do sujeito em relação ao mundo exterior, pois em vez de uma relação real o que existe é uma relação ilusória” (JUNG, 1986, p. 7). Jung, ao apresentar esta afirmação, lança-nos a refletir sobre como encontros e relações se constituem e que efeitos estes terão sobre o desenvolvimento psíquico de cada indivíduo, ou seja, como um encontro com o outro se processa na alma se esta relação pode ser “ilusória”? Sendo ilusória, torna-se então necessária à individuação? Continue lendo »

“Namoro tem prazo de validade”

“A Corte” por Felix Friedrich von Ende (1856-1918)

O psicólogo Alexandre Bez, especializado em relacionamento pela Universidade de Miami, na Flórida, e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia – UCLA, afirma que atualmente o namoro ainda prepara para o casamento, mas tem prazo de validade. Destaca também que é esse o período em que o casal tem para se descobrir e aprender a conviver com as alegrias e dificuldades. Continue lendo »