Sobre Qualificações e Competências

“Acidente de Trabalho” por Eugênio de Proença Sigaud(1899-1979)

*Por Rogerio Valle

Falar em qualificação, agora, é out. O in é falar em competências. Qual a diferença, além da volátil sensação de estar na moda?

A literatura internacional fala em qualificação para designar, basicamente, um potencial cognitivo que: Leia o resto deste post »

Afinal, queremos mesmo um futuro sem capitalismo?

São Paulo” por Tarsila do Amaral(1886-1973)

*Por Leonardo S.

Na América Latina, assiste-se atualmente a um rápido avanço da retórica anticapitalista. Países como Venezuela, Bolívia e Equador estão em franco processo de institucionalização de regimes antiliberais, adotando Constituições de fortes tons marxistas. No Brasil, intelectuais argumentam que o capitalismo é um sistema naturalmente excludente, que, mesmo quando permite sucesso econômico, falha em promover a igualdade social. As críticas são ilustradas por afirmações que ressaltam problemas comuns aos vários países da região, como a excessiva concentração de renda. Mas, será que os problemas levantados são fruto do sistema capitalista? Leia o resto deste post »

Tecnologias de Informação Trazem Mudanças nos Postos de Trabalho

Eu Vi o Mundo” por Cícero Dias(1907-2003)

Pela definição conceitual, uma “revolução” se dá quando são observadas transformações radicais de âmbito econômico, social, político, artístico e científico. A Primeira Revolução Industrial aconteceu entre 1760 e 1850 e teve como protagonista a Inglaterra, grande produtor mundial de algodão. Com a introdução do vapor usado como fonte de energia nas máquinas e locomotivas, o país deu início à automação da produção de tecidos e de outros produtos, antes feitos à mão, e agilizou o sistema de transportes de pessoas e de mercadorias com a introdução das linhas férreas. Leia o resto deste post »

À Noite Dormimos…Nos Divertimos e Trabalhamos!

Sem Título” por Alex Vallauri(1949-1987)

*Por Angelita Corrêa Scardua

Você já se imaginou vivendo para sempre em vigília, ininterruptamente? Provavelmente você sentiu até um certo cansaço ao pensar numa resposta para essa pergunta. É óbvio, se não provável, que a resposta razoável a tal pergunta é, não! Talvez você até goste de imaginar a possibilidade de ampliar o tempo disponível para as suas atividades, o que é bastante compreensível. Mas é difícil imaginar que você ou qualquer outra pessoa pense em fazê-lo sem descanso. Leia o resto deste post »

A Servidão de Tom Cruise: Metamorfoses do Trabalho Compulsório

“Navio de Imigrantes” por Lasar Segall(1891-1957)

*Por Luiz Felipe de Alencastro

O trabalho compulsório, distinto do trabalho forçado imposto como punição no Código Penal de alguns países, conheceu mudanças radicais nos últimos tempos. Na sua definição mais simples, referente a relações sociais em que o serviço é prestado sob coerção direta, o trabalho compulsório abrange situações extremas. Ao longo das décadas, as nações viram o declínio da escravidão, o desenvolvimento de diversas formas de servidão laboral e a extensão do assalariamento. No entanto, nos dias de hoje, os países desenvolvidos assistem ao ressurgimento de antigos modos de sujeição dos imigrantes ilegais ao mesmo tempo em que a Internet abre a via à exploração de comunidades longínquas e à intrusão patronal no âmbito doméstico e no tempo de lazer estatutariamente reservado aos assalariados. Leia o resto deste post »

A Vocação Humana: uma Abordagem Antropológica e Filosófica

A Conquista da Lua” por Vicente do Rego Monteiro (1899-1970)

1. Escolha profissional: dificuldades atuais e perspectivas

O momento da opção profissional tem se revelado como dotado de uma crescente dificuldade de escolha entre os jovens, constatada por especialistas em Orientação Vocacional, por pesquisas acadêmicas e pela grande imprensa.

(…)

A sociedade contemporânea, em grande parte, revela muita insegurança e incerteza quanto a valores: não há pontos de referência estáveis. Isto gera crise e confusão, tornando muito difícil para o homem atual identificar, em última instância, “o que vale a pena” e dedicar-se a isto; o afastamento das questões mais essenciais como o porquê da existência, um sentido ou causa à qual entregar a vida, gera esquecimento ou inexistência de critérios para orientar e sustentar decisões ou ações (…). Leia o resto deste post »

Trabalho Como Fonte De Prazer (ou não)

“Chorinho” por Candido Portinari(1903-1962)

*Por Antonio Roberto Fava

É preciso trabalhar para ser feliz? O que há no trabalho que torna as pessoas felizes ou infelizes? As questões foram tema central da conferência do professor e sociólogo Christian Baudelot, nos últimos dias 29 e 30, durante as comemorações dos 30 anos de criação da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, e constam do livro Bonheur et Travail (Felicidade e Trabalho), a ser lançado brevemente no Brasil, em parceria com Roger Establet. No livro, os autores concluem que a felicidade no trabalho se dá com a realização profissional, a criatividade, o trabalho bem feito e o sentimento de ser útil. Leia o resto deste post »