Como ajudar o cérebro a tomar melhores decisões

Moll Flanders” por Cowan Dobson (1894-19800

*Por Ana Carolina Prado

Você é capaz de imaginar o que acontece com o seu cérebro quando você está prestes a tomar uma decisão importante? O que nos leva a escolher aquele produto mais caro no supermercado ou qual filme assistir na sexta à noite? A ciência tem se esforçado para entender melhor o processo de tomada de decisões. Um artigo na Scientific American trouxe estudos revelando que, ao contrário do que muita gente pensava, ter muitas opções de escolha nos leva a tomar decisões piores – ou não tomar decisão nenhuma. Continue lendo »

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Decidir Cansa!

Jean Valjean e Cosette“, autoria desconhecida

Após um dia estressante é muito mais difícil tomar iniciativas, desde as simples, como resistir ao desejo de comer uma caixa de doces, até as complicadas, como julgar a inocência de alguém. Em um único dia, um juiz analisa os pedidos de liberdade condicional de três presidiários cuja ficha criminal e sentença são semelhantes. No entanto, apenas um deles é libertado. Segundo pesquisadores da Ben-Gurion University, em Israel, e da Universidade Stanford, o veredicto pode ter sido influenciado por um curioso fator: o horário da audiência. O criminoso que teve seu pedido concedido compareceu ao julgamento no início da manhã, enquanto os outros dois o fizeram no final do dia. Continue lendo »

Dilemas Morais: O que você faria?

Anna Karenina” por Ivan Kramskoy (1837-1887)

Tente responder a 5 famosos dilemas morais e descubra o que suas respostas dizem sobre você.

*Por Texto Fabio Marton

No livro A Escolha de Sofia, de William Styron, que virou filme estrelado por Meryl Streep, uma prisioneira polonesa em Auschwitz recebe um “presente” dos nazistas: ela pode escolher, entre o filho e a filha, qual será executado e qual deverá ser poupado. Escolhe salvar o menino, que é mais forte e tem mais chances na vida, mas nunca mais tem notícias dele. Atormentada com a decisão, Sofia acaba se matando anos depois. Dilemas morais, como a escolha de Sofia, são situações nas quais nenhuma solução é satisfatória. São encruzilhadas que desafiam todos que tentam criar regras para decidir o que é certo e o que é errado, de juristas a filósofos que estudam a moral. Cada vez que um filósofo monta um sistema de conduta, procura algo que responda a todas as situações possíveis. O filósofo inglês John Locke (1632-1704), por exemplo, definiu o bem pela não-agressão, aquela idéia de que “minha liberdade começa onde termina a sua”. Já Ros­seau (1712-1778) considerava o certo a vontade geral, a decisão da maioria. Continue lendo »

Filosofia da Mente

Hamlet” por Thomas Lawrence (1769-1830)

Livre-arbítrio: nossas decisões são livres ou determinadas pela bioquímica do cérebro?

*Por João Teixeira

Numa monografia intitulada Liberdade e Neurobiologia, o filósofo americano John Searle tenta enfrentar a questão filosófica do livre-arbítrio. Será que nossos comportamentos são totalmente determinados pela bioquímica do cérebro ou haverá algum espaço para a decisão livre? Será possível compatibilizar a existência do livre-arbítrio com o materialismo? Searle se debate contra as dificuldades colocadas por essas questões, que se tornam mais visíveis na última parte de seu texto, sobretudo pelo fato de ele não conseguir elaborar uma solução inovadora para o problema. Claro que oferecer uma solução definitiva para o problema do livrearbítrio é tarefa hercúlea, já que esse é um problema secular enfrentado pela metafísica. Searle nos apresenta meticulosamente todas as nuanças da questão, mas a monografia tornase decepcionante no final, pois, após apresentar defesas para as duas posições possíveis, ele não consegue se decidir por nenhuma. Continue lendo »

O Paradoxo do Homem como Liberdade no Existencialismo de Jean-Paul Sartre

Raskolnikov” por Nikolai Yaroshenko (1846-1898)

*Excertos do Artigo de Cléa Gois e Silva

(…) Para Sartre, a existência desagrega e nulifica a realidade de fato e afirma-se sobre ela como poder absoluto. A filosofia de Sartre é uma filosofia da liberdade absoluta que pretende dissolver e anular toda a necessidade. A liberdade, segundo Sartre , é a possibilidade permanente daquela nulificação do mundo que é a própria estrutura da existência. “Estou condenado, a existir para sempre para além da minha essência, para além dos móbiles e dos motivos do meu ato: eu estou condenado a ser livre”. Isto significa que não se podem encontrar para a minha liberdade outros limites além da própria liberdade: ou, que não somos livres de deixar de ser livres. Continue lendo »

Algumas Considerações Sobre Sombra e Persona (Aspectos Inconscientes e Conscientes da Escolha)

Dorian Gray” por Maude Taber-Thomas

*Excertos da Monografia (O Arquétipo da Sombra no Romance “O Retrato de Dorian Gray”) de Anyara Menezes Lasheras.

“Os símbolos são expressões pictóricas cativantes. São retratos indistintos, metafóricos e enigmáticos da realidade psíquica. O conteúdo, isto é, o significado dos símbolos, está longe de ser óbvio; em vez disso, é expresso em termos únicos e individuais, e ao mesmo tempo participam de imagens universais. Quando trabalhados (isto é, recebendo reflexão e articulação), podem ser reconhecidos como aspectos daquelas imagens que controlam, ordenam e dão significado a nossas vidas. Portanto, sua fonte pode ser buscada nos próprios arquétipos que, por meio dos símbolos, encontram uma expressão mais plena.” (SAMUELS, et alli, 1988, p.201). “A essa capacidade da psique de formar símbolos, isto é, de unir pares opostos no símbolo para uma síntese, Jung chama de sua função transcendente, que ele não entende como uma função básica (como o pensar ou o sentir, que são funções do consciente), mas como uma função complexa, composta de várias funções; e “transcendente” não significa para ele uma qualidade metafísica, mas o fato de que, por meio dessa função, se cria uma passagem de um lado para outro.” (JACOBI, 1986, p. 91-92). Continue lendo »

As Doenças da Emoção

A medicina psicossomática deixou de ser um ramo de segunda classe. A influência dos sentimentos sobre a saúde física nunca foi tão pesquisada e o controle das perturbações psíquicas entrou para os receituários clínicos.

*Por Anna Paula Buchalla

O perfil dos somatizadores

  • 20% da população mundial é afetada pelos transtornos de somatização
  • O distúrbio é mais comum em mulheres e entre elas os sintomas costumam ser mais severos
  • 42,6 anos é a idade média dos somatizadores
  • 40% deles têm depressão
  • 20% apresentam transtorno do pânico ou ansiedade

Os somatizadores estão entre os principais usuários do sistema de saúde: 60% das consultas médicas referem-se a pacientes com queixas sem nenhuma causa orgânica. As principais reclamações são: Dor no peito • Fadiga • Tontura • Dor de cabeça • Dor nas costas • Falta de ar • Insônia • Continue lendo »