Delicada Superfície

Distúrbios psíquicos mobilizam hormônios, interferem no equilíbrio imunológico e desencadeiam perturbações na pele, como acne, dermatite e psoríase.

*Por Massimo Barberi

Ariane tem 19 anos e prepara-se para a primeira viagem ao exterior: vai passar um mês em Londres, prestando serviços a uma família em troca de hospedagem. Quando volta, sua mãe quase não a reconhece no aeroporto: o rosto da filha está completamente coberto pela acne. Na tentativa de explicar a transformação na pele de Ariane, a mãe sugere tratar-se de uma reação à mudança no cardápio e acredita que o retorno à dieta habitual e o uso de cremes irão eliminar as espinhas. Mas isso não acontece. Pústulas e pápulas permanecem. A culpa não é dos hábitos alimentares ingleses: em Londres, Ariane viveu uma intensa história de amor. Ao terminar o relacionamento, somatizou a ansiedade e o stress. Continue lendo »

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Que medo!

Nos primeiros anos de vida o cérebro humano não é capaz de reagir seletivamente aos estímulos; à medida que a criança cresce, os temores mudam e ela passa a enfrentar as ameaças de modo mais racional.

*Por Ana Oliverio Ferraris

Contrariando um clichê muito difundido pelo senso comum, ter medo não significa ser covarde. Covardia é, sim, não ter coragem de reagir. O medo, assim como outras emoções primárias, está inscrito no código genético de muitos seres vivos, inclusive no dos humanos. Sua função é “avisar” o organismo dos perigos. Em geral, portanto, o medo é benéfico – somente quando é excessivo (em casos patológicos de pânico, fobia) pode ser prejudicial. Por outro lado, uma pessoa totalmente destemida não teria vida longa: atravessaria a rua no sinal vermelho, cairia ao se debruçar na janela ou não hesitaria em enfrentar um leão. Sob o efeito do medo, aumentam a atenção e a velocidade de reação. As batidas do coração aceleram, a pressão sangüínea sobe, os açúcares inundam o sangue e aumentam as secreções da glândula supra-renal e da parte anterior da hipófise. Esse terremoto psicofísico prepara o corpo para lutar, fugir, imobilizar-se ou fingir não temer. Continue lendo »

Labirintos do Medo

A ansiedade pode ficar fortemente gravada no cérebro humano. Mas não se aflija – pesquisadores já estão descobrindo novas maneiras de apagar esta impressão.

*Por Rüdiger Vaas

Hoje em dia, pelo menos nos países desenvolvidos, dificilmente alguém vai passar por situação de pavor relacionada ao mundo natural. Assim, será muito difícil darmos de cara com uma cobra venenosa ou com um crocodilo faminto nas agitadas ruas de uma metrópole; ou não encontrarmos abrigo num dia de tempestade. Porém, na tentativa de governar as forças da natureza e dirigir o destino da humanidade, acabamos por criar novos riscos e ameaças: estradas de alta velocidade, gases-estufa, armas de fogo ou biológicas e as pressões sociais provocadas por fracassos pessoais ou por períodos de dificuldades financeiras pelos quais às vezes passamos. O fato de esses perigos não serem tão imediatos a ponto de provocar medo real na maioria das pessoas não quer dizer muita coisa. A ansiedade na vida moderna pode ser um fator debilitante para a saúde humana. “Talvez o homem seja a mais medrosa dentre todas as criaturas”, disse uma vez Irineus Eibl-Eibesfeldt, antropólogo emérito do Instituto Max Planck de Fisiologia Comportamental de Seewiesen, Alemanha. “Por ter experimentado, durante muito tempo, os medos mais elementares, como o de ser devorado por seus predadores naturais, o homem, agora, sofre do medo da existência, fundamentado no seu intelecto”, completou Eibesfeldt. Continue lendo »

A Dor de Nunca Saber o Bastante

Revista Veja , No. 35, 2001

O excesso de informação provoca a angústia típica dos tempos atuais e leva à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema. O eterno sentimento humano de ansiedade diante do desconhecido começa a tomar uma forma óbvia nestes tempos em que a informação vale mais que qualquer outra coisa. As pessoas hoje parecem estar sofrendo porque não conseguem assimilar tudo o que é produzido para aplacar a sede da humanidade por mais conhecimento. Alguns exemplos dessa síndrome: Continue lendo »

Psicologia da Dieta

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Um novo estudo relacionado com dietas, feito pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos conclui que para perder peso é preciso comer menos e fazer mais exercícios físicos. Não há dietas “milagrosas”, as dietas vão e vem como a “moda” , só na Internet há mais de 1200 dietas publicadas.

É importante a prevenção, ter cuidado para não aumentar o peso e com a manutenção, pois se é fácil perder é difícil manter e frequentemente o peso é recuperado.

A fome nasce no cérebro e o desconforto existencial criam os quilos a mais.

Comemos muito porque: Continue lendo »