Repensando a Família

Excertos de artigo de *Junia de Vilhena

Introdução

A família pode ser pensada sob diferentes aspectos: como unidade doméstica, assegurando as condições materiais necessárias à sobrevivência, como instituição, referência e local de segurança, como formador, divulgador e contestador de um vasto conjunto de valores, imagens e representações, como um conjunto de laços de parentesco, como um grupo de afinidade, com variados graus de convivência e proximidade… e de tantas outras formas. Existe uma multiplicidade de formas e sentidos da palavra família, construída com a contribuição das várias ciências sociais e podendo ser pensada sob os mais variados enfoques através dos diferentes referenciais acadêmicos. Continue lendo »

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Mídia, Cultura do Consumo e Constituição da Subjetividade na Infância

*Por Cristiana Caldas Guimarães de Campos e **Solange Jobim e Souza

A contemporaneidade tem-se caracterizado pelas relações de produção e de consumo permeando as interações sociais. Temos acompanhado mudanças nas relações estabelecidas entre adultos e crianças, bem como o surgimento de uma nova produção da subjetividade em função da organização do cotidiano pela mídia e o modo como a experiência das crianças, dos jovens e dos adultos vem se transformando na sociedade de consumo. Portanto, crianças, adolescentes e adultos alteram suas relações intersubjetivas a partir das influências que a mídia e a cultura do consumo exercem sobre todos nós. Continue lendo »

Geração Zapping: tá ligado?

Crianças e jovens estão descobrindo novas maneiras de entender o mundo e se relacionar com base em avanços tecnológicos e transformações culturais

*Por Erane Paladino

Televisão, telefone, fone de ouvido, computador, MP3, Orkut, Twitter, Facebook, MSN, SMS. A conexão é on-line e os estímulos vêm de toda parte. No monitor do laptop ou no visor do celular incontáveis telas são abertas, reduzidas e fechadas em segundos. Surge uma nova linguagem, na qual a grafia das palavras é adaptada, simplificada, e prevalecem abreviações. A informação chega descontextualizada e truncada, inaugurando um novo jeito de compreender o mundo – e se relacionar, na horizontalidade do conhecimento – e caracterizando a chamada geração zapping (expressão de origem inglesa que se refere ao ato de mudar constantemente de canal). Continue lendo »

De Amélia a Gisele

Tese e exposição mostram que casa e beleza ainda ditam a imagem da mulher na publicidade.

*Por Martha Mendonça

Mãe, esposa, dona de casa, sexo frágil, dominadora, femme fatale. O papel da mulher na publicidade mistura imagens como estas, refletindo seu comportamento na sociedade e, mais ainda, os estereótipos que vivem no imaginário popular. A evolução da mulher na propaganda será um dos focos da exposição em homenagem aos 80 anos do jornal O Globo, em setembro, no Rio de Janeiro. Também foi tema da tese de mestrado Mulher, Sedução e Consumo: Representações do Feminino nos Anúncios Publicitários. ”Adaptações estéticas à parte, pouca coisa mudou”, diz a autora, Andiara Pedroso. Para ela, os grandes temas ainda são os mesmos: a casa e a beleza. Continue lendo »

Comportamento Social: Na Fila e No Shopping

1 – Quando a fila não anda

Tese da UnB verifica comportamento dos brasileiros na espera. Eles não gostam de brigar e preferem ignorar os furões.

Cordial e pacífico. O brasileiro não gosta de brigar por seus direitos, principalmente quando o assunto é fila, seja no banco, no supermercado, na rodoviária ou no aeroporto. E, até mesmo quando ele percebe que alguém “furou” a ordem, prefere fingir que não viu. No máximo, cutuca o ombro do intruso e diz de um jeito tranqüilo: “Ô, amigo, a fila termina lá trás!”. As principais reações dos indivíduos nas filas foram observadas e analisadas pelo pesquisador Fabio Iglesias, do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB). Ele é o único do Brasil a estudar o assunto. Continue lendo »

Análise Psicológica do Dinheiro

Money Tree

Se somos obrigados a buscar, gostar e lutar por um valor coletivo chamado dinheiro seria interessante que o fizéssemos com um toque profundamente pessoal e singular de criatividade e prazer, pois só desta forma nosso complexo de inferioridade e incerteza seriam debelados, nos devolvendo a certeza de que nosso lugar jamais será eterno, mas que fomos capazes de expor todo o nosso potencial, sendo o ápice que podemos alcançar como seres humanos.

*Por Antonio Carlos Alves de Araújo

Discutir as implicações psíquicas e sociais de todo o simbolismo e mitologia do dinheiro é tarefa fundamental para um projeto sério da psicologia social. Continue lendo »

Esoterismo: Busca do Deus Interior

falero8A Visão de Fausto” Por Luis Ricardo Falero(1851-1896)

*Por Isabel Mattei

in: Esoterismo, Auto-Ajuda e Trivialidade em O Alquimista

O fenômeno esotérico, a partir da década de 1960, começou a desenvolver-se intensamente no Brasil. Tal fenômeno pôde ser percebido através das mais diversas formas, manifestando-se, nos últimos anos, através de meios formais e informais. Há, atualmente, todo tipo de oferta de produtos e serviços esotéricos no mercado, envolvendo desde anúncios classificados e livros até adesivos em automóveis, folhetos e serviços de consulta por telefone e internet. Houve, também, um crescimento significativo de consumo de produtos dessa linha: anjos, bruxas, incensos. Essa ascensão passou a ser explorada, principalmente, com fins lucrativos. Não há como esquecer as consultas, por telefone (0900), que prometiam resolver todos os problemas de ordem pessoal ou profissional e que renderam fortunas incalculáveis aos consultores. Continue lendo »