Da Emoção à Lesão I

*Por Geraldo José Ballone

Do ponto de vista psicológico, existem emoções naturais, fisiológicas, que aparecem em todas as pessoas e conseqüentes a um importante substrato biológico. Elas podem ser a alegria, o medo, a ansiedade ou a raiva, entre outras. Essas emoções podem ser agradáveis ou desagradáveis, capazes de nos mobilizar para a atividade e de influir na comunicação interpessoal. Portanto, essas emoções atuam como poderosos motivadores da conduta humana. Além dessas emoções serem capazes de mobilizar o Sistema Nervos Autônomo, juntamente com outros órgãos e sistemas diretamente, não obstante, elas podem ter um importante papel na qualidade de vida psicológica. Portanto, as emoções influem sobre a saúde e sobre a doença não apenas em decorrência da psico-neuro-fisiologia, mas também através de suas propriedades motivacionais, pela capacidade de modificar as condutas saudáveis, tais como os exercícios físicos, a dieta equilibrada, o descanso, etc., conduzindo muitas vezes para condutas não saudáveis, como o abuso do álcool, tabaco, sedentarismo, etc. Continue lendo »

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Da Emoção à Lesão II – A Opção Somática das Emoções

*Por Geraldo José Ballone

É no Sistema Límbico que tem início nossa função avaliadora da situação, dos fatos e eventos de vida. Esse modo de avaliação sempre leva em consideração vários elementos, tais como, a personalidade prévia, a experiência vivida, as circunstâncias atuais e as normas culturais. É devido a esse aspecto multifatorial que uma dada situação vivida pelo indivíduo sofrerá um processamento interno envolvendo sua avaliação quanto à natureza do evento e sua possível ameaça, bem como um processamento interno acerca da escolha ou decisão da melhor maneira de enfrentamento, resultando, finalmente, numa dada resposta. Tanto os fatores constitucionais de personalidade, quanto as experiências anteriores de vida representariam o núcleo desse sistema de avaliação. Continue lendo »

As Crianças e a Morte

A Órfã” por James Tissot(1836-1902)

Não adianta fingir que a morte não existe. Não adianta iludir-mo-nos. Todos nós vamos morrer um dia! É tão certo como estar neste momento a ler esras linhas… Tudo o que nasce tem um fim, a morte faz parte da vida, é uma realidade incontornável. Porque não falamos então desta inevitabilidade? Porque evitamos abordar o tema, especialmente com as crianças? Porque as impedimos de lidar com a tristeza, de se aproximarem de quem está a morrer, de se despedirem, de se exprimirem? A morte tornou-se demasiado incómoda. Como disse Pascal, já que não podemos substituí-la temos a audácia de não pensar nela! Continue lendo »

O Paradoxo Das Francesas

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Invejadas pela magreza e elegância, elas seguem comendo gorduras, doces e tudo o que é bom.


Por Flavia Varella, de Paris

Nas ruas de Paris, as mulheres chamam atenção pelo corpo esbelto e elegante. Nos restaurantes, impressionam pelo que comem: entrada, prato principal, molhos suculentos, queijo, um copo de vinho e doce de sobremesa. O pão, naturalmente, acompanha tudo. É a versão feminina do “paradoxo francês”, o fenômeno que intriga pesquisadores da área médica, em especial americanos e ingleses, dedicados a entender por que os franceses, mesmo comendo alimentos ricos em gordura, apresentam baixos índices de mortalidade por doenças coronarianas. Na estética, multiplicam-se os livros que ensinam como transpor para outras nacionalidades a persistente esbelteza das francesas. Anne Barone, uma americana que morou alguns anos na França, já escreveu três, de uma série que intitulou Chic & Slim (Chique e Magra), e mantém um muito visitado site na internet – tudo para mostrar como, após ter sido gorda por 25 anos, conseguiu perder peso e ficar magra imitando o modo de vida das amigas. Continue lendo »