Sobre o Dinheiro e as Emoções

Heart of Money

O medo e a dor de perder dinheiro
Estudo publicado na Neuroscience revela como o cérebro administra as perdas

Para o cérebro, perder dinheiro é doloroso e temerário. Essa é a conclusão de um estudo publicado na Neuroscience por pesquisadores da University College de Londres. Usando ressonância magnética funcional para analisar o tecido cerebral de 20 voluntários que passavam o tempo apostando em jogos de azar, os cientistas observaram que perder ativava neurônios dos circuitos ancestrais reguladores do medo e da dor. Continue lendo »

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Finanças Comportamentais

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*Por Isabella Bertelli

Já ouviu falar em finanças comportamentais [em inglês, behavioral economics]? Ou o título foi tão inesperado que o levou a ler esse texto? Bem, finanças comportamentais é um ramo de estudo que envolve áreas como a administração, a economia e a psicologia. Como o próprio nome sugere, trata-se de estudar o comportamento financeiro das pessoas. Continue lendo »

“O dinheiro é como um anel metálico que colocamos em nossos narizes”

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Esta é uma entrevista com Bernard Lietaer feita pela jornalista Sarah van Gelder, editora da revista Yes, revista de futuros positivos, EUA, 1988. O texto em espanhol foi enviado à Primavera, aos 23 de Abril de 2002. Esta tradução é do tipo tradução livre da CAPINA.

Poucas pessoas trabalharam com e sobre o sistema monetário a partir de enfoques tão distintos como Bernard Lietaer, que atuou cinco anos no Banco Central da Bélgica. Aí, seu primeiro projeto foi o desenho e a implementação de uma moeda européia unificada. Lietaer foi presidente do sistema de pagamento eletrônico da Bélgica; desenvolveu para empresas multinacionais tecnologias a serem usadas em ambientes de múltiplas moedas nacionais; também atuou em países em desenvolvimento, contribuindo para melhorar suas poupanças. Ensinou finanças internacionais na Universidade de Lovaina, na Bélgica, país onde nasceu, e, ainda, foi gerente geral e broker (corretor) de uma das grandes empresas de investimento. Continue lendo »

Psicologia Econômica

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Cientistas laureados com o Prêmio Nobel de Economia estudaram a influência de fatores psicológicos na hora da tomada de decisão

*Publicado em 30/10/2002

Para quem não faz parte do mundo financeiro, economia e psicologia parecem ciências completamente diferentes e sem qualquer ligação. Entretanto, a relação entre estas duas áreas sempre foi discutida no meio econômico, sem que se chegasse a alguma conclusão. A partir de agora, isso pode começar a mudar. Dois cientistas norte-americanos, o economista Vernon Smith e o psicólogo Daniel Kahneman, foram laureados com o Prêmio Nobel de Economia deste ano exatamente por serem autores de teorias que provam cientificamente que não é possível depender apenas da matemática para tomar decisões econômicas. Segundo eles, às vezes, o lado psicológico de um investidor pode até ser mais importante do que seu conhecimento financeiro. Continue lendo »

Aborto Pode Evitar Crime?

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*Por Leandro Loyola

Eis a polêmica tese defendida por economistas como o americano Steven Levitt e o brasileiro Gabriel Hartung: com o aborto legalizado, nasceriam menos criminosos.

Nas décadas de 1970 e 1980, os crimes violentos haviam crescido até 80% nos Estados Unidos. As previsões para o futuro eram catastróficas. No começo dos anos 1990, para surpresa de todos, os índices começaram a cair. Em alguns deles, a queda foi de mais de 40%. No primeiro momento, os especialistas ficaram desconcertados. Depois começaram a tentar apontar as razões mais óbvias para o recuo da criminalidade: endurecimento da polícia, tolerância zero com pequenos delitos, leis mais rígidas e melhora na economia. O economista Steven Levitt testou a maioria dessas hipóteses. Os resultados decepcionaram – eles apontavam influências apenas residuais desses fatores nos índices de violência. Quando relacionou os números do crime com a legalização do aborto, em 1973, Levitt levou um susto. Havia uma forte ligação entre os dois fenômenos. Continue lendo »

Moradia: alojamento permanente dos seres humanos

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A história da habitação está diretamente ligada ao desenvolvimento social, econômico e político da humanidade.

Os primeiros tratados sobre a construção de moradias são encontrados no código de Hamurabi no século XVIII a.C. Durante a época grego-romana o urbanismo era limitado à construção de moradias em lugares defensivos e próximos a fontes de água para abastecimento. Na Europa do século XIII, as cidades tornaram-se centros comerciais e as muralhas proporcionavam proteção contra os invasores. No século XIX, com a chegada da Revolução Industrial, as pessoas rumaram para as cidades, que sofreram um crescimento sem precedentes. Continue lendo »