A Escola Mata a Criatividade?

Caso você não esteja visualizando as legendas em português no vídeo, faça o seguinte: vá na barra – logo abaixo da imagem – onde está escrito “view subtitles” e clique; depois role a barra à direita para baixo e clique em “portuguese”, o de cima que é o do Brasil

No vídeo acima, Sir Ken Robinson defende a criação de um sistema educacional que estimule a criatividade. Na visão do palestrante, o modelo tradicional de ensino tende a enfraquecer as potencialidades criativas do estudante.

De maneira divertida, Robinson leva a audiência a refletir sobre uma questão em especial: Porque não somos capazes de extrair o melhor das pessoas? Na visão do especialista em criatividade, a educação que recebemos nos prepara para sermos bons trabalhadores mas não pensadores criativos. Assim, estudantes inquietos e curiosos tendem a ser ignorados e, muitas vezes, estigmatizados pela escola, o que gera terríveis consequências para o desenvolvimento pessoal.

Sir Ken Robinson tem sido visto como um visionário e líder cultural que nos anos de 1998 levou o governo britânico a repensar o papel da criatividade no sistema educacional e na economia. Em 2003, Robinson foi ordenado Cavaleiro, recebendo o título de “Sir”. Seu último trabalho é o livro The Element: How Finding Your Passion Changes Everything, de 2009, ainda não lançado no Brasil.

A tradução da palestra do inglês para o português foi feita por Renan Botelho, com revisão de Belucio Haibara.

Assista outras palestras do TED em português, clicando AQUI

Anúncios

Noticias Sobre a Escola

Uso de Meios Digitais na Educação Pode Melhorar Aprendizagem

Recursos digitais ajudam a aumentar a interação entre professor e aluno e ampliam espaço da sala de aula

A inclusão de recursos digitais em salas de aula ajuda a aumentar a comunicação entre estudantes e professores. Projetos desenvolvidos por meio de blogs e aulas interativas incentivam a maior participação dos alunos nas atividades escolares e proporcionam benefícios na aprendizagem. “Os alunos praticamente já nascem sabendo usar computadores e nada mais natural e importante do que os professores passarem a usar os recursos digitais para melhorar o aproveitamento da disciplina”, afirma a professora Lina Maria Braga Mendes. Continue lendo »

Qualidade: Um Conceito Em Construção

*Por Rodrigo Cunha

Está no artigo 206 da Constituição: um dos princípios nos quais deve se basear o ensino ministrado no Brasil é a garantia de padrão de qualidade. Mas o que é qualidade para o legislador, para o gestor público, para os especialistas em educação e, sobretudo, para a comunidade escolar, incluindo pais, alunos e professores? Como garantir um padrão de qualidade em um país com realidades tão distintas, não apenas de uma região para outra, mas, inclusive, entre escolas de periferia e de bairros centrais de uma mesma cidade? Continue lendo »

Mídia e Sexualidade na Educação Infantil

Elle_Sex

refletindo sobre a atuação da indústria cultural e a construção da identidade de gênero na educação infantil

*por Acúrsio Esteves

Introdução

Diferente do que se pensava há algumas décadas atrás, a criança em nosso contexto social desde cedo estabelece vinculação direta do seu cotidiano com situações de experiências ligadas ao desenvolvimento da sexualidade. A profusão e diversidade de informações aliadas à permissividade gerada talvez pelo desejo da negação do preconceito e a vontade de fazer diferente da experiência vivida, faz com que a família a escola e a sociedade no afã de acertar, muitas vezes se confundam e por extensão às próprias crianças na construção da sua sexualidade. Continue lendo »

Valorizações Afetivas nas Representações de Contos de Fadas: Um Olhar Piagetiano

contosdefadas_piaget_maxfieldparrish_inocencia Imagem: Maxfield Parrish – Inocencia

Instituto de Psicologia da USP

Apresentação

O construtivismo de Piaget e sua teoria da inteligência dispensam apresentações. Menos conhecidas, contudo, são as concepções do autor sobre o papel das valorizações afetivas na construção do conhecimento e no desenvolvimento da inteligência e da moralidade. Para este autor, as escolhas de objetos, ações e aspectos da realidade para interagir, assim como as modalidades de julgamento moral, sofrem a influência das valorizações afetivas. Assim sendo, a configuração e seleção de qualidades admiráveis (materiais ou abstratas) nos outros e em si mesmo, necessariamente se relaciona ao desenvolvimento do juízo moral, da inteligência e da afetividade. (…) Continue lendo »