Doenças Psicossomáticas e Somatização

Doenças de fundo emocional são estudadas há muito tempo pela psicologia, a psicossomática é um tema fascinante e fala sobre a intercomunicação mente x corpo. Muito se fala sobre o poder de nosso cérebro sobre a saúde e nos faz pensar: já que somos “poderosos” em criar doenças será que podemos aplicar este poder na cura das doenças? Seu cérebro pode ser o seu próprio médico?… Doença psicossomática e Somatização se referem a aspectos diferentes do mesmo ponto: a influência da mente sobre a saúde de nosso corpo. Continue lendo »

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Da Emoção à Lesão II – A Opção Somática das Emoções

*Por Geraldo José Ballone

É no Sistema Límbico que tem início nossa função avaliadora da situação, dos fatos e eventos de vida. Esse modo de avaliação sempre leva em consideração vários elementos, tais como, a personalidade prévia, a experiência vivida, as circunstâncias atuais e as normas culturais. É devido a esse aspecto multifatorial que uma dada situação vivida pelo indivíduo sofrerá um processamento interno envolvendo sua avaliação quanto à natureza do evento e sua possível ameaça, bem como um processamento interno acerca da escolha ou decisão da melhor maneira de enfrentamento, resultando, finalmente, numa dada resposta. Tanto os fatores constitucionais de personalidade, quanto as experiências anteriores de vida representariam o núcleo desse sistema de avaliação. Continue lendo »

O Medo Como Emoção

*Por Luciana Oliveira dos Santos. Excertos do artigo “O medo contemporâneo: abordando suas diferentes dimensões”.

(…) Em um sentido estrito do termo, o medo é concebido como uma emoção-choque devido à percepção de perigo presente e urgente que ameaça a preservação daquele indivíduo. Provoca, então, uma série de efeitos no organismo que o tornam apto a uma reação de defesa como a fuga, por exemplo. Para Delpierre (1974), o medo pode provocar efeitos contrastados segundo os indivíduos e as circunstâncias, ou até reações alternadas em uma mesma pessoa: a aceleração dos movimentos do coração ou sua diminuição, uma respiração demasiadamente rápida ou lenta, uma contração ou uma dilatação dos vasos sangüíneos, uma hiper ou uma hipossecreção das glândulas, constipação ou diarréia, poliúria ou anúria, um comportamento de imobilização ou uma exteriorização violenta. Nos casos-limite, a inibição irá até uma pseudoparalisia diante do perigo (estados catalépticos) e a exteriorização resultará numa tempestade de movimentos desatinados e inadaptados, característicos do pânico (Delpierre, 1974, apud Delumeau, 1989:23). Continue lendo »

Oscilações da Alma

O cogitar que alimenta a gangorra clássica da Filosofia, entre o temor e a esperança, levando ao descontrole afetivo.

*Por Monica Aiub

Viver na sociedade contemporânea parece, para alguns, assustador: o temor de sair às ruas, o medo do futuro, da morte, da violência, da doença, da miséria, da solidão… São muitos os nossos temores. Mas o medo não é uma prerrogativa das sociedades contemporâneas. A Antiguidade Grega já abordava a questão. Aristóteles, por exemplo, tratou do assunto afirmando, na Arte Retórica, que “o medo é uma dor ou agitação produzida pela perspectiva de um mal futuro que seja capaz de produzir morte ou dor” (1382 a). Também apontou, na Ética, que “o medo é definido como uma expectativa do mal” (1115 a). Continue lendo »

Entenda por que gostamos de sentir medo

Filmes de terror como Atividade Paranormal aproveitam-se de uma característica pouco conhecida que nós, seres humanos, possuímos: gostamos de sentir medo. Nossa intrépida repórter conversou com especialistas e revelou por que é tão bom levar sustos.

*Por Rita Loiola

Uma casa mal-assombrada, um casal perseguido por fenômenos sobrenaturais e uma câmera para registrar tudo. Junte a isso uma produção mambembe, alguns sustos nos momentos certos e está feito o sucesso Atividade Paranormal. O filme arrecadou US$ 110 milhões nos Estados Unidos e estreou no Brasil entre os três títulos mais vistos da temporada de final de ano (por enquanto perde para as superproduções 2012 e Lua Nova). Em 15 dias, 606 mil brasileiros foram ao cinema movidos pela curiosidade de saber o que acontece enquanto os americanos Katie e Micah, o casal protagonista do filme, dormem. E isso porque foi feito em apenas uma semana e com um orçamento que não dá para comprar nem um carro popular: US$ 15 mil (Bruxa de Blair, por exemplo, custou US$ 100 mil). Continue lendo »

Vamos lá, enfrente, com coragem!

*Por Loraine Luz

A propósito do esforço heroico que é para muitos a inclusão regular de atividades físicas em seu cotidiano, conversamos com a psicóloga Angelita Scardua sobre coragem e os benefícios para a saúde que a superação de metas pode trazer. Confira a entrevista na íntegra abaixo.

Superar desafios/encorajar-se dá prazer? Por quê? A importância de enfrentarmos situações difíceis, e de superá-las, reside no fato de que o desafio nos força a avaliar o que realmente é importante para nossa vida. Quando algo é realmente importante para nós descobrimos que somos capazes do impensável. É nas situações difíceis que encontramos recursos emocionais, intelectuais e físicos que não imaginávamos ter. Quando a vida corre tranquila, serena, tendemos a nos acomodar, a fazermos tudo da mesma forma. Essa condição de vida rotineira nos traz segurança, mas não incentiva o crescimento pessoal, seja no campo emocional ou cognitivo. A ausência de desafios faz com que tudo na vida pareça igual; é como se a certeza de que os acontecimentos se darão de uma determinada forma nos levasse a uma espécie de letargia motivacional. Sentimentos associados à sensação de incerteza e insegurança têm um grande poder mobilizador, e isso é fundamental, pois, lutar contra um desafio requer muita energia, seja física, cognitiva ou emocional. Por isso o desafio nos ajuda a redefinir prioridades, a fazer escolhas baseadas no que realmente nos importa. Não dá para desperdiçar energia e tempo com o que não é significativo para a nossa vida. Aí reside o prazer da superação. Quando vencemos um desafio nos sentimos mais coerentes, mais de acordo com os nossos desejos e motivações. Superar um desafio dá a sensação de que investimos nossas energias físicas, emocionais e cognitivas em algo que naquele momento tinha grande valor para nós. Reconhecer o valor de uma ação nossa dá significado à vida que estamos vivendo, sentir que estamos dispostos a lutar pelo que queremos gera coragem e confiança, e isso dá muito prazer! Continue lendo »

Humanos e Animais: Uma Parceria Feliz?

Diana e Seus Cães Caçadores ao Lado da Caça” por Jan Fyt (1611-1661)

*Por Angelita Scardua

Há vários estudos científicos indicando que ter um bicho de estimação pode:

– elevar as taxas de sobrevida entre vítimas de enfarte;
– diminuir o stress;
– contribuir para a estabilidade da pressão arterial em hipertensos e dos níveis de açúcar em diabéticos;
– melhorar o desempenho escolar de crianças com déficit de aprendizagem.

Com tantos benefícios obtidos, é comum vermos os bichinhos como uma extensão das nossas emoções, mas será que são? Continue lendo »