“Para superar preconceitos, jovens da periferia gastam mais com aparência”

saupload_money_fire1

O estudo foi realizado com jovens de 13 a 21 anos, no Grupo de Assistência Social Bom Caminho, na periferia da Zona Oeste de São Paulo

Agência USP de Notícias

Apesar dos poucos recursos, os jovens da periferia gastam seu dinheiro principalmente em cuidados com a aparência. A escolha é uma tentativa de fugir dos preconceitos que sofrem e serem aceitos pelo seu grupo social e pela sociedade. Essa é uma das constatações obtidas na pesquisa realizada pela cientista social Paula Nascimento da Silva. Continue lendo »

Anúncios

O conto de fada e a problemática do pertencimento social

o-xeque-cegoImagem: “O xeque Cego“, Antiga Fábula Árabe – Enciclopédia da Fantasia

Por Alexander Meireles Da Silva

Se há uma característica que vem marcando o processo de desenvolvimento da civilização desde o seu início é a idéia de que, para existir, a sociedade depende da integração do homem com seu meio. Essa ênfase ao pertencimento social é decorrente dos vários elementos que ameaçavam constantemente a integridade dos grupos humanos no passado, tais como: guerras, pestes e invasões estrangeiras. Essa necessidade de coesão social fomentou a criação de narrativas que gradativamente ajudaram a cristalizar um sistema de idéias sobre a expectativa da sociedade em relação ao papel social do indivíduo. Nesse sistema, o ‘Outro’ é aquele que, deliberadamente ou não, se encontra isolado do convívio com seus semelhantes, ou não compartilha dos mesmos costumes. Nesta condição, ele se torna o desvio a ser evitado, o exemplo do negativo e do perigoso. Conforme será visto a seguir, dentre as várias formas de criação de narrativas, o conto de fada também se utiliza significativamente da imagem de ameaça que o ‘Outro’ representaria para a integridade da sociedade. A fim de desenvolver e exemplificar tal idéia, este artigo discutirá como o conto de fada “Chapeuzinho Vermelho” funda sua forma num discurso legitimador da integração social através das personagens do lobo e da avó. Continue lendo »