A Felicidade e o Critério: Escolha Como Virtude

Eva” por Anna Lea Merritt (1844-1930)

*Por Angelita Corrêa Scardua

Segundo os postulados da Psicologia Positiva, haveria 24 “Forças do Caráter” humano. Essas “Forças”, conformadoras das virtudes, seriam traços do caráter individual ou capacidades pessoais pré-existentes necessárias para a constituição das crenças, atitudes e valores positivos favoráveis à felicidade individual e coletiva. Do ponto de vista psicológico, a vivência de uma vida satisfatória e significativa estaria relacionada, portanto, ao fato de sermos capazes de desenvolver tais “Forças do Caráter” e as virtudes advindas disso. Sendo este um ciclo virtuoso: o desenvolvimento dessas forças favorece a expressão das virtudes humanas, e estas conformam aquilo que poderíamos definir como bom caráter. Continue lendo »

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Casamento, Desenvolvimento Adulto e Felicidade

*Por Angelita Corrêa Scardua

Todos somos influenciados, quer gostemos ou não, pelos desígnios socioculturais do momento histórico no qual nos encontramos. Fomentadas pelas particularidades de cada época, as predisposições coletivas em relação a aspectos essenciais da experiência humana – como o sexo, o poder, a democracia, a beleza, o casamento, a virtude e muitas outras – adquirem um caráter incontestável. É assim que um conjunto de valores e ideias tendem a ser aceitos pela maioria como sendo verdades naturais e indissociáveis da condição humana.

A partir desses valores e ideias axiomáticas formam-se padrões, aos quais os indivíduos tentam se adequar no intuito de serem considerados parte integrante da coletividade. Na opinião do psiquiatra suíço Carl Jung(1875-1961), essa “submissão” aos padrões socioculturais estaria profundamente vinculada à primeira fase da vida adulta. Dessa forma, Jung defende que a tarefa do indivíduo durante a primeira metade de sua vida consiste em estabelecer-se no mundo, cortar os vínculos da infância que o ligam aos pais, arranjar um parceiro sexual e iniciar uma nova família. Continue lendo »

Existe felicidade depois dos 40?

Novo estudo revela que a crise de meia idade é quase universal – mas não dura para sempre

*por Lisa Stein

Chegando aos 40? Aos 50? Com aquele sentimento de que a vida está passando – ou já passou por você? Ou te deixou comendo poeira no caminho? Pois você não está sozinho. Na verdade, uma nova pesquisa mostra que outras pessoas nessa faixa etária no mundo todo – ou pelo menos uma porção significativa delas – compartilham sua dor. Mas não se preocupe: se você respirar fundo e seguir em frente, as coisas vão melhorar depois de passar por esse quebra-molas da estrada da vida chamado “meia idade”. Continue lendo »

A Felicidade e a Meia-Idade

*Por Angelita Corrêa Scardua

A meia-idade é uma fase do ciclo vital que se estende, aproximadamente, dos 40 aos 60 anos. A princípio, a meia-idade é um período caracterizado por um movimento interno da pessoa para resumir e reavaliar a própria vida. Mesmo que esses “movimentos” não conduzam a qualquer mudança efetiva. Essa auto-avaliação não se refere apenas à busca por metas, mas também às satisfações interiores. Então, considerações em torno do que a pessoa conseguiu, e se essas conquistas estão de acordo com os sonhos e as idéias anteriormente alimentadas, tornam-se ponto principal nessa etapa da vida.

As décadas que constituem a meia-idade podem vir a confirmar, ou não, os progressos profissionais, a estabilização das relações afetivas de modo geral e, especialmente, a conjugal. Similarmente, o indivíduo é levado a fazer considerações a respeito das conquistas impetradas na esfera cívica e socioeconômica da vida. Por tudo isso é que pode-se dizer que: Continue lendo »

A Teoria do Fluxo: Abertura Para a Felicidade no Dia-a-Dia

*por Angelita Scardua

A felicidade – ou pelo menos a busca pelo entendimento de sua natureza – tema que tem ocupado a mente de inúmeros pensadores ao longo da história humana no campo da Filosofia, vem encontrando nas últimas décadas um espaço singular nas pesquisas acadêmicas de maior afinidade com as Ciências Sociais. Nos Estados Unidos da América e na Grã Bretanha, mais acentuadamente que em outros centros, os temas em torno da felicidade têm proliferado no meio acadêmico de maneira progressiva, e isso pode ser quantificado pelo volume de livros e artigos sobre o tema publicados a partir do final da década de 90. Esse recente crescimento na produção acadêmica sobre a felicidade, ainda pode ser constatado pela criação de um periódico totalmente dedicado ao tema: o Journal of Happiness Studies. Continue lendo »

Trabalho Como Fonte De Prazer (ou não)

“Chorinho” por Candido Portinari(1903-1962)

*Por Antonio Roberto Fava

É preciso trabalhar para ser feliz? O que há no trabalho que torna as pessoas felizes ou infelizes? As questões foram tema central da conferência do professor e sociólogo Christian Baudelot, nos últimos dias 29 e 30, durante as comemorações dos 30 anos de criação da Faculdade de Educação (FE) da Unicamp, e constam do livro Bonheur et Travail (Felicidade e Trabalho), a ser lançado brevemente no Brasil, em parceria com Roger Establet. No livro, os autores concluem que a felicidade no trabalho se dá com a realização profissional, a criatividade, o trabalho bem feito e o sentimento de ser útil. Continue lendo »

Psicologia do Design de Interiores: em busca de uma arquitetura da felicidade

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A Psicologia do Design de Interiores é um ramo recente da Psicologia Ambiental. Baseia-se em resultados de pesquisas científicas e em experimentação. O fundamento essencial dessa área é o amplo universo de investigação neurocientífica das emoções humanas. Dito de outra maneira, ocupa-se de entender como os seres humanos reagem, no nível emocional e cognitivo, à forma com que os espaços interiores – residenciais e comerciais, individuais e coletivos – são organizados. A partir disso, a Psicologia do Design de interiores visa contribuir para que os lares e estabelecimentos comerciais sejam espaços promotores de bem-estar e qualidade de vida. Não se pode confundir a Psicologia do Design de interiores com a Ergonomia. Enquanto a Ergonomia volta-se para a criação de ambientes funcionais, a Psicologia do Design de interiores tem a árdua tarefa de tentar criar ambientes mais felizes, espaços que priorizem as emoções e as vivências positivas. Continue lendo »