O Tempo e o Destino

*Por Angelita Corrêa Scardua

Na mitologia grega Cronos é o deus do tempo e das estações, mas ele não era a única referência imaginária que os habitantes da Grécia utilizavam para classificar o tempo, Kairos era a outra. Significando “o momento certo” ou “oportuno”, Kairos opunha-se ao tempo cronológico, este tempo sequencial que medimos por quantidades: em dias, números e horas. Kairos corresponde ao tempo existencial, à qualidade da experiência vivida e, nesse sentido, equivale a um momento indeterminado no tempo em que algo especial acontece. Por sua natureza adaptativa e circunstancial, Kairos era central para o pensamento sofista. Os sofistas acreditavam que a vida bem vivida dependia da capacidade de uma pessoa para se adaptar e tirar proveito da mudança e das circunstâncias contingentes. Essa diferenciação da vivência do tempo, entre qualitativo e quantitativo, é também utilizada na Teologia, onde Kairos é definido como o “tempo de Deus” enquanto Cronos é o “tempo dos homens”. Leia o resto deste post »

O Estilo: Uma ponte entre a moda e a individualidade

Solve SundsboImagem: Foto de Solve Sundsbo

Por Angelita Corrêa Scardua

A percepção humana do corpo, e do impacto que a relação com ele exerce sobre o indivíduo e o grupo, nos leva a duvidar de que a roupa, nosso invólucro sociocultural, seja apenas um abrigo para nos proteger dos elementos. A história da moda indica que a vestimenta também não é um simples recurso moral para distinguir os “salvos” dos “perdidos”, muito menos um mero divisor de águas entre pobres e ricos. A psicologia do imaginário parece indicar que o que vestimos vai muito além das tendências estilísticas disseminadas pela mídia. O vestir-se, então, revela-se um mosaico de percepções, necessidades e motivações que oscilam entre dois mundos: Leia o resto deste post »