Alguns Aspectos da Religião na Psicologia Analítica

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Imagem: William Blake

Excertos de artigo escrito por Mauricio Aranha

Para Jung, a religião era uma atitude da mente, (…)Em suas palavras:

Poderíamos dizer, então, que o termo ‘religião’ designa a atitudepeculiar a uma consciência, que foi mudada pela experiência do numinoso”(Jung, 1971f: CW 11i, par. 9).

Assim sendo, pode-se compreender que o conceito de religião não é defendidopor Jung no sentido dogmático ou teológico, mas como experiência religiosa dodivino ou transpessoal. A idéia não é se referir a um determinado credo ou auma confissão, mas à “atitude peculiar” produzida por uma consciência. Afirma: Continue lendo »

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Alguns Aspectos da Religião na Psicologia Analítica

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Imagem: William Blake

Excertos de artigo escrito por Mauricio Aranha

Retomando a questão das imagens mítico-religiosas,das quais a alma humana careceria, Jung as expõem como manifestações psíquicasque representariam a essência da alma:

“A construção primitiva do espírito não inventa os mitos, ela os vivencia.(…) Os mitos, (…), têm um significado vital. Eles não apenas representam, mas são a vida psíquica da linhagem primitiva e, uma vez perdida a herança mítica herdada dos antepassados, essa linhagem desmancha-se e sucumbe, assim como um homem que perdeu a alma. A mitologia de uma linhagem é sua religião viva. Sua perda representa sempre, mesmo no caso do homem civilizado, uma catástrofe moral. (…) Muitos desses processos inconscientes podem até ser provocados indiretamente pela consciência, mas nunca por uma arbitrariedade consciente. ” (Jung, 1976a: CW 9i, par. 261) Continue lendo »

Alguns Aspectos da Religião na Psicologia Analítica

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Imagem: William Blake

Excertos de artigo escrito por Mauricio Aranha

Sobre o numinoso e o sagrado, pode-se afirmar, no contexto junguiano, que representam o divino incompreensível e, ao mesmo tempo, revitalizados como força que desperta sob a forma de confiança e pavor. Para Jung, estas manifestações guardam em si aspectos duais, pois:

“(…), se comprovo que a alma possui naturalmente uma função religiosa,e se levo adiante a idéia de que a tarefa mais distinta de toda a educação (do adulto) é tornar consciente o arquétipo da imagem divina e seus respectivos efeitos e difusões, a teologia vem sobre mim e tenta me dirimir do“psicologismo”. Se na psique não existissem grandes valores referentes à experiência (sem prejuízo do já existente antinomon pneuma ), a psicologia não me interessaria nem um pouco, já que a psique seria, então, nada mais que um deserto miserável. Mas com base em centenas de experiências sei que ela não é assim. Ao contrário, ela contém o correlato de todas aquelas experiências que formularam o dogma, e ainda mais alguma coisa que a torna capaz de ser o olho definido para ver a luz. (…) Acusaram-me de “deificação da psique”. Foi Deus,e não eu, quem a deificou! Não fui eu quem criou para a alma uma função religiosa. (…), somente expus os fatos que comprovam que a alma é naturalite rreligiosa , (…).” (Jung, 1971h: CW 12, par. 14).  Continue lendo »