Quando o Mal Triunfa

quando_mal_triunfa

Crianças assassinadas, abandonadas, torturadas – as notícias que têm chocado o Brasil lembram que o lado monstruoso do homem pode até ser contido, mas jamais será definitivamente domado.


A morte de uma menina de 5 anos aparentemente jogada da janela do 6º andar já seria por si só brutal – mas o caso é tanto mais chocante porque o pai da garotinha aparece como suspeito do crime  Os brasileiros que se comoveram com o assassinato de Isabella Oliveira Nardoni acabavam de ser expostos a outra crônica de horrores: a empresária Sílvia Calabresi Lima, de Goiânia, torturava cotidianamente uma menina de 12 anos em sua área de serviço. Ao lado desses casos tenebrosos, outras barbaridades despontam no noticiário: a garota que pulou da janela do 4º andar para fugir do pai agressor, as crianças que ganharam bolo envenenado da vizinha, o bebê jogado no lago. Essa sucessão de fatos macabros traz a incômoda lembrança de uma constante da história humana: a maldade. Continue lendo »

Anúncios

As Metamorfoses da Carne

metamorfoses_carne

“Cães Caçadores” da National Geographic

Os restaurantes ’fast-food’ oferecem uma carne caricata e desencarnada. A estratégia destina-se a atingir um alvo: as crianças, consumidores que devem ser conquistados a qualquer preço. Mas há também uma relação ocidental, ambígua, com a carne.

*Por Pascal Lardellier

A carne nos remete inicialmente à nossa natureza carnívora, portanto, de predador. É um “alimento animal” que contém, ao mesmo tempo, a vida e a morte

A carne não é um alimento comum. Possui uma densidade simbólica de que nunca serão investidas a escarola, o macarrão ou a pasta de amêndoas. Afirmar que se trata do alimento de alguma forma absoluto, é mais do que uma frase espirituosa. Vivenda (carne, em latim medieval), etimologicamente significa “que serve para a vida”. Na verdade, várias ambigüidades de natureza antropológica contrariam a relação do homem ocidental com a carne, tornando-a complexa e equívoca. Continue lendo »

O Caminho da Floresta nos Contos de Fada: Amadurecimento e Autonomia

snowwhite_rackham1

Imagem: Branca de Neve por Arthur Rackam

Por Angelita Corrêa Scardua


O espaço geográfico no qual os Contos de Fada se desenrolam é regido por leis totalmente diferentes daquelas que dominam o mundo cotidiano. O modo de funcionamento desse espaço constitui-se pela lógica do sobrenatural e do imaginário, ou seja, pela lógica dos conteúdos simbólicos do Inconsciente Coletivo. Da mesma forma que o inconsciente se organiza à revelia do tempo-espaço cronológico – estabelecendo suas próprias relações de causa e efeito a partir da vivência afetiva, e não dos pontos cardeais e das horas – na geografia fantástica não existem distâncias que possam ser metricamente medidas ou tempo que os dias marcados nos calendários possa delimitar. Assim, o deslocamento físico dos personagens nos Contos de Fada segue a necessidade de desenvolvimento emocional do protagonista e dos coadjuvantes. Essa condição não-física da mobilidade no mundo da fantasia permite aos personagens deslocarem-se por reinos, céus, oceanos, mundos inferiores e superiores num “piscar de olhos”. Continue lendo »

Feliz Natal!!!

00

Durante todo o ano corremos muito.

Por Angelita Scardua

Se parássemos um só minuto e prestássemos atenção à flexa inexorável do tempo veríamos que independentemente da nossa vontade as cidades se transformam, as árvores dão lugar a prédios e ruas, os amigos se mudam, as crianças crescem, nós envelhecemos…a vida segue seu curso. A vida se renova, mas esquecemos disso. Continue lendo »