A Biologia da Escolha

“Roy Batty”, Digital Art por Andrea Barbieri

*Por Christof Koch e Kerstin Preuschoff

Antes de executarmos um movimento, temos – mesmo sem perceber – a intenção de fazê-lo. Neurocirurgiões já conseguiram despertá-la artificialmente! Ao estimularem determinadas regiões do cérebro, demonstram o poder da “vontade neuronal”. Certamente você já se questionou por que razão fez (ou deixou de fazer) determinada coisa ou por que escolheu esta ou aquela alternativa em uma situação complicada. Afinal, até que ponto realmente podemos escolher? O que define nosso livre-arbítrio – e que parte do cérebro é responsável pela tomada de decisões conscientes? Continue lendo »

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Psicologia da Corrupção

Charge do Elder Galvão

A falta de moral pode ser explicada por meio do desenvolvimento inadequado do “senso ético” no cérebro, mas aspectos socioantropológicos, fatores genéticos e pessoais também colaboram para o surgimento do transtorno de personalidade difícil de ser curado. Corrupção, segundo consta no dicionário on-line Michaelis (acesso em 28/7/09), vem do latim corruptione e tem por significados “ação ou efeito de corromper”, “decomposição”, “putrefação”, “depravação”, “desmoralização”, “devassidão”, “sedução” e “suborno”. A palavra se tornou comum e mesmo vulgar no vocabulário dos brasileiros após os inúmeros escândalos, envolvendo personalidades e políticos, divulgados pelos meios midiáticos nos últimos tempos. Continue lendo »

Sobre o Dinheiro e as Emoções

Heart of Money

O medo e a dor de perder dinheiro
Estudo publicado na Neuroscience revela como o cérebro administra as perdas

Para o cérebro, perder dinheiro é doloroso e temerário. Essa é a conclusão de um estudo publicado na Neuroscience por pesquisadores da University College de Londres. Usando ressonância magnética funcional para analisar o tecido cerebral de 20 voluntários que passavam o tempo apostando em jogos de azar, os cientistas observaram que perder ativava neurônios dos circuitos ancestrais reguladores do medo e da dor. Continue lendo »

O Cérebro do Psicopata

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*Por Rentao M.E. Sabbatini

Introdução

A maioria das pessoas é incapaz de entender como uma personalidade antisocial e criminosa, tal como a de um “serial killer” (assassino serial), é possível, em um ser humano como nós.

Não são apenas os assassinos seriais, mas uma grande proporção de criminosos violentos em nossa sociedade (em torno de 25% dos prisioneiros) mostram muitas características do que a psiquiatria chama de “sociopatia”, um termo melhor e mais preciso do que psicopatia. A DSM-IV, o importante manual de diagnóstico usado por psicólogos e psiquiatras, define um distúrbio mais geral, denominado mais apropriadamente, “distúrbio da personalidade antisocial” (DPA) e lista suas principais características, que podem ser facilmente reconhecidas em indivíduos afetados. A Organização Mundial de Saúde também definiu sociopatia em sua classificação de doenças CID-10 usando o termo “distúrbio da personalidade dissocial”. Continue lendo »

Algumas Considerações Sobre “A Mente Criminosa” E As Neurociências

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*Por Rita Cristina C. De M. Couto

Um dos desafios das neurociências é estabelecer pressupostos teóricos sem incidir em estigmas sociais. Quando as possíveis pesquisas envolvem os aspectos subjetivos e individuais da mente associando-os à biologia, esse risco acontece.

O contexto atual, de ampla divulgação científica, mostra que os conflitos teórico-filosóficos inerentes às discussões sobre a mente e o cérebro ultrapassaram o mundo acadêmico. Em novembro de 2007, por exemplo, a Folha Online noticiou um projeto de pesquisa que seria analisado pelo comitê de ética de uma respeitável universidade brasileira, que mapearia, através de ressonância magnética, o cérebro de 50 adolescentes homicidas. Continue lendo »

Psicologia do Design de Interiores: em busca de uma arquitetura da felicidade

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A Psicologia do Design de Interiores é um ramo recente da Psicologia Ambiental. Baseia-se em resultados de pesquisas científicas e em experimentação. O fundamento essencial dessa área é o amplo universo de investigação neurocientífica das emoções humanas. Dito de outra maneira, ocupa-se de entender como os seres humanos reagem, no nível emocional e cognitivo, à forma com que os espaços interiores – residenciais e comerciais, individuais e coletivos – são organizados. A partir disso, a Psicologia do Design de interiores visa contribuir para que os lares e estabelecimentos comerciais sejam espaços promotores de bem-estar e qualidade de vida. Não se pode confundir a Psicologia do Design de interiores com a Ergonomia. Enquanto a Ergonomia volta-se para a criação de ambientes funcionais, a Psicologia do Design de interiores tem a árdua tarefa de tentar criar ambientes mais felizes, espaços que priorizem as emoções e as vivências positivas. Continue lendo »

Psicologia do Design de Interiores: O que faz de uma casa um lar?

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Primeiramente, podemos pensar na moradia como parte de duas de nossas necessidades básicas: proteção e segurança. De um lar, contudo, espera-se mais do que a função de simples abrigo. Nós temos a expectativa, consciente ou inconsciente, de que a casa que habitamos nos ofereça conforto, paz, estabilidade e, principalmente, nos ajude a ter mais felicidade. Mas como transformar cimento, tijolos, telhas, tinta, etc., num espaço que possa nutrir nossos corpos, corações e mentes? Continue lendo »