Brincadeiras Perversas

O bullying é caracterizado por violência recorrente, desequilíbrio de poder e intenção de humilhar; a prática, freqüente nas escolas, pode levar as vítimas à depressão e ao suicídio

*Por Cleo Fante

A violência e seus impactos são temas freqüentes nos debates nacionais e internacionais, especialmente quando se desdobram em tragédias que envolvem estudantes e instituições escolares. É fato que tais acontecimentos trazem à luz questões até então negligenciadas no passado, como a violência entre os estudantes. Continue lendo »

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“Para superar preconceitos, jovens da periferia gastam mais com aparência”

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O estudo foi realizado com jovens de 13 a 21 anos, no Grupo de Assistência Social Bom Caminho, na periferia da Zona Oeste de São Paulo

Agência USP de Notícias

Apesar dos poucos recursos, os jovens da periferia gastam seu dinheiro principalmente em cuidados com a aparência. A escolha é uma tentativa de fugir dos preconceitos que sofrem e serem aceitos pelo seu grupo social e pela sociedade. Essa é uma das constatações obtidas na pesquisa realizada pela cientista social Paula Nascimento da Silva. Continue lendo »

Gravidez Indesejada e Criminalidade

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*Por José Eustáquio Diniz Alves

A mídia deu ampla cobertura ao estudo do economista Gabriel Hartung da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, que relaciona a gravidez indesejada à criminalidade: “O meu estudo é uma evidência de que a gravidez indesejada aumenta o crime“. Segundo o pesquisador, “o trabalho aponta o controle de natalidade como instrumento fundamental para o combate à criminalidade no Brasil” (O Estado de S. Paulo, 16/07/2007).

No sábado, dia 21/07/2007, o médico Drauzio Varella escreveu um artigo na Folha de São Paulo, “As grandes e as pequenas tragédias”, onde apoia e reforça o estudo de Hartung. Acreditamos que toda pesquisa que busca minorar o problema da gravidez indesejada e melhorar as condições de vida da população brasileira é válida e importante. Continue lendo »

Algumas Considerações Sobre “A Mente Criminosa” E As Neurociências

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*Por Rita Cristina C. De M. Couto

Um dos desafios das neurociências é estabelecer pressupostos teóricos sem incidir em estigmas sociais. Quando as possíveis pesquisas envolvem os aspectos subjetivos e individuais da mente associando-os à biologia, esse risco acontece.

O contexto atual, de ampla divulgação científica, mostra que os conflitos teórico-filosóficos inerentes às discussões sobre a mente e o cérebro ultrapassaram o mundo acadêmico. Em novembro de 2007, por exemplo, a Folha Online noticiou um projeto de pesquisa que seria analisado pelo comitê de ética de uma respeitável universidade brasileira, que mapearia, através de ressonância magnética, o cérebro de 50 adolescentes homicidas. Continue lendo »

O conto de fada e a problemática do pertencimento social

o-xeque-cegoImagem: “O xeque Cego“, Antiga Fábula Árabe – Enciclopédia da Fantasia

Por Alexander Meireles Da Silva

Se há uma característica que vem marcando o processo de desenvolvimento da civilização desde o seu início é a idéia de que, para existir, a sociedade depende da integração do homem com seu meio. Essa ênfase ao pertencimento social é decorrente dos vários elementos que ameaçavam constantemente a integridade dos grupos humanos no passado, tais como: guerras, pestes e invasões estrangeiras. Essa necessidade de coesão social fomentou a criação de narrativas que gradativamente ajudaram a cristalizar um sistema de idéias sobre a expectativa da sociedade em relação ao papel social do indivíduo. Nesse sistema, o ‘Outro’ é aquele que, deliberadamente ou não, se encontra isolado do convívio com seus semelhantes, ou não compartilha dos mesmos costumes. Nesta condição, ele se torna o desvio a ser evitado, o exemplo do negativo e do perigoso. Conforme será visto a seguir, dentre as várias formas de criação de narrativas, o conto de fada também se utiliza significativamente da imagem de ameaça que o ‘Outro’ representaria para a integridade da sociedade. A fim de desenvolver e exemplificar tal idéia, este artigo discutirá como o conto de fada “Chapeuzinho Vermelho” funda sua forma num discurso legitimador da integração social através das personagens do lobo e da avó. Continue lendo »