À Noite Dormimos…Nos Divertimos e Trabalhamos!

Sem Título” por Alex Vallauri(1949-1987)

*Por Angelita Corrêa Scardua

Você já se imaginou vivendo para sempre em vigília, ininterruptamente? Provavelmente você sentiu até um certo cansaço ao pensar numa resposta para essa pergunta. É óbvio, se não provável, que a resposta razoável a tal pergunta é, não! Talvez você até goste de imaginar a possibilidade de ampliar o tempo disponível para as suas atividades, o que é bastante compreensível. Mas é difícil imaginar que você ou qualquer outra pessoa pense em fazê-lo sem descanso. Continue lendo »

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Saúde Mental e Psicologia do Trabalho_Parte I

“Linha de Produção” por Di Cavalcanti (1897-1976)

*Por José Roberto Heloani e Cláudio Garcia Capitão

Um dos objetivos mais recentes da saúde mental não se restringe apenas à cura das doenças ou a sua prevenção, mas envidar esforços para a balhar em excesso e a divertir-se muito pouco; outras, pelo contrário, passam os dias a divertirem-se; outras ainda não conseguem fazer nem uma coisa nem outra. Sabe-se hoje que tanto o trabalho, quanto a diversão em proporções satisfatórias são critérios para avaliar um funcionamento psíquico saudável. Na realidade, ao contrário do que muitos possam supor, a organização do trabalho não cria doenças mentais específicas. Os surtos psicóticos e a formação das neuroses dependem da estrutura da personalidade que a pessoa desenvolve desde o início da sua vida, chegando a certa configuração relativamente estável, após o período de ebulição da adolescência – quando as condições sociais são relativamente favoráveis –, antes mesmo da pessoa entrar no processo produtivo. No entanto, “o defeito crônico de uma vida mental sem saída mantido pela organização do trabalho, tem provavelmente um efeito que favorece as descompensações psiconeuróticas” (Dejours, 1992:122). Continue lendo »