Da Emoção à Lesão I

*Por Geraldo José Ballone

Do ponto de vista psicológico, existem emoções naturais, fisiológicas, que aparecem em todas as pessoas e conseqüentes a um importante substrato biológico. Elas podem ser a alegria, o medo, a ansiedade ou a raiva, entre outras. Essas emoções podem ser agradáveis ou desagradáveis, capazes de nos mobilizar para a atividade e de influir na comunicação interpessoal. Portanto, essas emoções atuam como poderosos motivadores da conduta humana. Além dessas emoções serem capazes de mobilizar o Sistema Nervos Autônomo, juntamente com outros órgãos e sistemas diretamente, não obstante, elas podem ter um importante papel na qualidade de vida psicológica. Portanto, as emoções influem sobre a saúde e sobre a doença não apenas em decorrência da psico-neuro-fisiologia, mas também através de suas propriedades motivacionais, pela capacidade de modificar as condutas saudáveis, tais como os exercícios físicos, a dieta equilibrada, o descanso, etc., conduzindo muitas vezes para condutas não saudáveis, como o abuso do álcool, tabaco, sedentarismo, etc. Continue lendo »

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De Bem Com as Emoções

Pesquisas comprovam que bom humor, pensamento positivo e amor são tão importantes quanto remédios na busca de uma vida saudável.

*Por Lia Bock

Muito certo estava o rei Roberto Carlos ao cantar: “O importante é que emoções eu vivi.” Depois de décadas apostando que a tecnologia era a chave para a cura de males do corpo, a ciência pisa no freio e começa a comprovar que as emoções e os sentimentos estão diretamente ligados à saúde. Nos Estados Unidos, berço de algumas das mais importantes pesquisas médicas, a comunidade científica está convencida de que o estado de espírito conta pontos valiosos para o tratamento de pacientes. A tese é sustentada pela hematologista Esther Sternberg, do National Institute of Mental Health, em Maryland. “Hoje os médicos daqui respeitam a relação entre o emocional e o físico. Há muito tempo há indícios de que ela existe, mas agora temos as provas que faltavam”, disse em entrevista a ISTOÉ. Esther é autora do livro The balance within: the science connecting health and emotions, lançado em maio nos Estados Unidos. A obra é uma das primeiras a colocar de forma clara e com comprovações científicas a conexão entre cérebro, sistema imunológico e emoções. Continue lendo »

Humanos e Animais: Uma Parceria Feliz?

Diana e Seus Cães Caçadores ao Lado da Caça” por Jan Fyt (1611-1661)

*Por Angelita Scardua

Há vários estudos científicos indicando que ter um bicho de estimação pode:

– elevar as taxas de sobrevida entre vítimas de enfarte;
– diminuir o stress;
– contribuir para a estabilidade da pressão arterial em hipertensos e dos níveis de açúcar em diabéticos;
– melhorar o desempenho escolar de crianças com déficit de aprendizagem.

Com tantos benefícios obtidos, é comum vermos os bichinhos como uma extensão das nossas emoções, mas será que são? Continue lendo »

Psicologia do Design de Interiores: em busca de uma arquitetura da felicidade

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A Psicologia do Design de Interiores é um ramo recente da Psicologia Ambiental. Baseia-se em resultados de pesquisas científicas e em experimentação. O fundamento essencial dessa área é o amplo universo de investigação neurocientífica das emoções humanas. Dito de outra maneira, ocupa-se de entender como os seres humanos reagem, no nível emocional e cognitivo, à forma com que os espaços interiores – residenciais e comerciais, individuais e coletivos – são organizados. A partir disso, a Psicologia do Design de interiores visa contribuir para que os lares e estabelecimentos comerciais sejam espaços promotores de bem-estar e qualidade de vida. Não se pode confundir a Psicologia do Design de interiores com a Ergonomia. Enquanto a Ergonomia volta-se para a criação de ambientes funcionais, a Psicologia do Design de interiores tem a árdua tarefa de tentar criar ambientes mais felizes, espaços que priorizem as emoções e as vivências positivas. Continue lendo »

Alimentos e Evolução Humana

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*Por William R. Leonard


(…) Humanos, estranhos primatas. Andamos sobre duas pernas, possuímos cérebros enormes e colonizamos cada canto da Terra. Antropólogos e biólogos procuraram sempre entender como a nossa raça diferenciou-se tão profundamente do modelo primata(…). Um conjunto de evidências indica que essas idiossincrasias mistas de humanidade têm, na realidade, uma linha em comum: elas são, basicamente, o resultado da seleção natural, atuando para maximizar a qualidade dietética e a eficiência na obtenção de alimentos. Mudanças na oferta de alimentos parecem ter influenciado fortemente nossos ancestrais hominídeos. Assim, em um sentido evolutivo, somos o que comemos. (…) Para se compreender o papel da alimentação na evolução humana, devemos nos lembrar de que a procura pelo alimento, seu consumo e, finalmente, como ele é usado para processos biológicos são, todos, aspectos críticos da ecologia de um organismo.(…) Continue lendo »

Obesidade: Fatores Psicológicos

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Por Simone Peixoto Conejo

A obesidade é uma doença crônica, que não escolhe sexo, idade ou classe social. Ela tem etiologias múltiplas: genética, sedentarismo, fenômenos psíquicos, comportamentais, culturais, sociais, econômicos e fatores demográficos, que influem também em sua manutenção. Aqui estaremos nos aprofundando nos fatores psicológicos, pois no desenvolvimento humano podemos perceber o quanto o alimento pode tomar importância na vida do indivíduo. Ele permeia a constituição das primeiras relações de cada um de nós e inegavelmente está ligado à condição de sobrevivência humana. Continue lendo »

E a comida? Chegou de moto!

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Por Adriana Lima

Segundo a Associação Brasileira de Motociclistas, 500 mil trabalhadores ganham a vida fazendo um importante movimento que, num passado recente, poderia ser definido como “da cozinha para copa”. Ou seja, milhares de motociclistas profissionais levam a comida saída do forno para quem deseja consumi-la. E não podem demorar fazendo isso. Os clientes – e o patrão – têm pressa. Continue lendo »