Uma Análise Behaviorista Radical dos Sonhos

O Sonhador” por Caspar David Friedrich

*Excertos de Francynete Melo e Silva

Eventos Privados

Na análise behaviorista radical, considera-se que os sonhos são apenas comportamentos, mais especificamente, comportamentos privados. Enquanto comportamentos privados, os sonhos fazem parte da subjetividade do homem. Os eventos privados referem-se tanto a estímulos como a comportamentos que ocorrem encobertamente. Usa-se o termo encoberto para enfatizar que não são acessíveis à observação direta. Em relação aos comportamentos encobertos, Skinner (1974/1993) não os considera como de natureza especial, estar-se-ia apenas “descrevendo comportamento em miniatura” (p. 27), pois, os comportamentos privados nada mais são do que ações do organismo que foram adquiridas de forma pública, passando a se manifestar privadamente após a sua aquisição. (…) Continue lendo »

Anúncios

Algumas Notas Sobre o Conceito de Poder em Skinner

Charge do Cícero

*Por Lídia Natália Dobrianskyj Weber

1. Introdução: Generalidades Sobre o Poder

Podemos falar de poder de uma visão individualista, que é o poder visto nas relações individuais, e de uma visão holista, ou seja, o poder visto na totalidade, na relação entre a comunidade e os indivíduos, entre o todo e a parte. De qualquer forma, quando iniciamos um exame da questão do poder, percebemos que ela está inserida em novas condições de existência atual, está inserida em uma sociedade tecnológica. Desta forma, não importa quem detenha o poder, ou quem o represente, pois quem quer que ele seja, deverá submeter-se às imposições determinadas pelos computadores, pelos técnicos ou por aquilo que for apresentado como conclusão de análises objetivas e técnicas. Na sociedade tecnológica, o poder tende a ser exercido pelos técnicos e pelos burocratas que, comprometidos com a técnica e a ciência, tendem a exercer o poder em nome de razões impessoais e da neutralidade científica. Os indivíduos ligados ao Estado defendem a idéia de que, para que o todo funcione com perfeição, as pessoas devem submeter-se à ordem imposta pelo sistema. Este fato cria uma armadilha, como explica Adolpho Crippa (1982): Continue lendo »

Relacionamentos Amorosos: “Prevenir é melhor do que remediar”?

“Tampuhan (Desentendimento)” por Juan Luna (1857-1899)

*Por Eugênia Marques de Oliveira Melo

Segundo Skinner (1953/2003), comportamento social é a interação de duas ou mais pessoas que se comportam de maneira a influenciar o comportamento da outra e juntas modificam o ambiente no qual estão inseridas. Então, segundo essa definição, a relação conjugal é comportamento social. Por exemplo, se o namorado manda mensagens para o celular da namorada dizendo que a ama, aumenta a chance desta responder a mensagem de forma carinhosa e de sentir felicidade, sentimento produzido pelo comportamento do namorado. A partir dessa ação recíproca, na qual cada parceiro tem sua parcela de responsabilidade, o relacionamento se constrói. No entanto, toda relação é composta tanto de eventos “bons” e “ruins” e a freqüência de cada um desses episódios se dará, em grande parte, devido à interação do casal. Continue lendo »

Economia Comportamental ou Análise Experimental do Comportamento?

savemoney

*Por Alessandro Vieira

Já rendeu prêmio Nobel para um psicólogo, tem por objeto de estudo o comportamento (econômico) numa abordagem científica e vê o mundo como uma rede de incentivos, reforços e aprendizagem. Se você acha que estou falando da Análise Experimental do Comportamento, errou: é da Economia Comportamental. “Ué”, você pode estar se perguntando, “Qual a diferença?”. Continue lendo »