Por Um Novo Conceito de Comunidade: Redes Sociais, Comunidades Pessoais, Inteligência Coletiva

Excertos de artigo de *Rogério da Costa

(…). Relações individuais e coletivas, particularmente no ciberespaço, têm despertado o interesse dos estudiosos de redes sociais, dos sociólogos, etnógrafos virtuais, dos ciberteóricos, dos especialistas em gestão do conhecimento e da informação, enfim, de todos aqueles que pressentem que há algo de novo a ser investigado, que a atual vertigem da interação coletiva pode ser compreendida dentro de uma certa lógica, dentro de certos padrões, o que já era anunciado nos anos 1980 pelos analistas estruturais de redes sociais (Wellman & Berkowitz, 1988). Temas como “inteligência emergente” (Steven Johnson, 2001), “coletivos inteligentes” (Howard Rheingold, 2002), “cérebro global” (Heylighen et al., 1999), “sociedade da mente” (Marvin Minsk, 1997), “inteligência conectiva” (Derrick de Kerckhove, 1997), “redes inteligentes” (Albert Barabasi, 2002), “inteligência coletiva” (Pierre Lévy, 2002) são cada vez mais recorrentes entre teóricos reconhecidos. Todos eles apontam para uma mesma situação: estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que só faz crescer. A partir disso, torna-se claro o desejo de compreender melhor a atividade desses coletivos, a forma como comportamentos e idéias se propagam, o modo como notícias afluem de um ponto a outro do planeta etc. A explosão das comunidades virtuais parece ter se tornado um verdadeiro desafio para nossa compreensão. Continue lendo »

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A Dor de Nunca Saber o Bastante

Revista Veja , No. 35, 2001

O excesso de informação provoca a angústia típica dos tempos atuais e leva à conclusão de que, às vezes, saber demais é um problema. O eterno sentimento humano de ansiedade diante do desconhecido começa a tomar uma forma óbvia nestes tempos em que a informação vale mais que qualquer outra coisa. As pessoas hoje parecem estar sofrendo porque não conseguem assimilar tudo o que é produzido para aplacar a sede da humanidade por mais conhecimento. Alguns exemplos dessa síndrome: Continue lendo »

Sexualidade: Reflexões sobre Relacionamentos Amorosos na contemporaneidade

829277-001

*Jefferson Cliffiton Nepomuceno de Sousa
*Luís Bruno de Meneses Santo
**Antonieta Lira e Silva

Introdução

O presente artigo tem como objetivo principal refletir sobre os relacionamentos amorosos na contemporaneidade e a partir destas reflexões, identificar a evolução do amor e do sexo na atualidade, bem como os aspectos psicossociais envolvidos. Para tanto, iremos analisar a evolução dos relacionamentos amorosos deste a antiguidade até os dias atuais, focando na dinâmica das relações sexuais amorosas da atualidade. A reflexão sobre relacionamentos amorosos é uma temática bastante discutida, porém atual e relevante diante de nossa atualidade. Nas últimas décadas, constituiu-se no Ocidente uma nova cartografia do social, em que a fragmentação da subjetividade ocupa posição fundamental. Essa fragmentação não só constitui uma forma nova de subjetivação, como também serve de matéria-prima por meio da quais outras modalidades de subjetivação são forjadas. Continue lendo »

Um Casamento Baseado na Incerteza

casamentoincerteza

“O ser humano é um animal que se casa”, diz o professor do Instituto de Psicologia da USP Ailton Silva. Isso talvez explique a tendência da sociedade moderna de criar novas formas de relacionamento. Namoros via Internet, uniões ‘abertas’ e até mesmo um noivado mantido a centenas de quilômetros de distância estão entre os modos contemporâneos de amar. “Não haverá mais um modelo único de relacionamento, mas continuaremos sempre a nos casar”, prevê o professor YANNIK D’ELBOUX. Continue lendo »