A Bússola em Deus?

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Por Generosa Ferraz, Griseldis Achôa, Helainy Andrade

… Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem…
(Cazuza e Frejat)

NORTE

“Os jovens são os primeiros protagonistas do terceiro milênio”
“É a educação que nos insere na cultura, a tal ponto que podemos dizer que somos mais filhos da cultura do que da natureza.”
“A liberdade se manifesta como responsabilidade.”
“O que fazer com a vida?”
“Nós somos o que nós queremos ser.
Somos, por assim dizer, obra de nossas mãos.”
“Ela (a vida) está em nossas mãos, e depende de algum modo,
da nossa decisão”.
“A verdadeira via de salvação consiste em conformar
nossa vontade à vontade de Deus.”

Não fosse pela última, o autor das frases acima poderia ser algum filósofo, educador, psicólogo ou mesmo um escritor de livros de auto-ajuda. Entretanto, foi o Papa Bento XVI que proferiu cada uma delas em sua visita ao Brasil no último maio. Até então ele não era considerado uma figura propriamente simpática nem mesmo pelos católicos. Ainda assim o que a ampla cobertura midiática mostrou foi uma considerável movimentação de fiéis seguindo-o por onde passava. Porquê? Inevitável perguntar.

Tomemos este evento recente como ensejo para pensar a relação do homem pós-moderno com a religião, ou mais exatamente, com a religiosidade. O que nos faz questão é: Por que a religião (ainda) é tão sedutora?

Definir, conceituar ou tentar explicar o que não se explica?

Dentro da definição de religião encontramos muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são, de fato, extremamente diferentes entre si. Porém, ainda assim é possível estabelecer uma característica comum a todas elas. É o fato de que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam possuir relatos sobre a origem do universo, da Terra e do Homem e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.

A religião mais que uma crença individual é um fenômeno social. Na igreja, há sempre um povo ou alguém que é colocado como exceção, por exemplo o povo judeu,como o povo escolhido. Um fenômeno que se aproxima também da atuação dos partidos políticos, como no caso do partido comunista, que congrega milhões de pessoas na crença de um ideal para o povo, para a sociedade. Ambos revelam não só a existência de uma fé individual mas também adesão a um ideal de um certo grupo social.

Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.

As religiões possuem grandes narrativas, que explicam o começo do mundo ou que legitimam a sua existência. O exemplo mais conhecido é, talvez, a narrativa do Genesis na tradição judaica e cristã. Quanto à legitimação da existência e da validade de um sistema religioso, este costuma apelar a uma revelação ou à obtenção de uma sabedoria por parte de um fundador, como sucede no Budismo onde o Buda alcançou a iluminação enquanto meditava debaixo de uma figueira ou no Islã em que Muhammad recebeu a revelação do Alcorão, de Deus.

Os deuses podem ser usados tanto para o bem, como para o mal. Em nome de seus deuses são abençoados exércitos que partem para a destruição e para a morte. A religião pode até tentar, mas dificilmente consegue o que se propõe: o amor e a paz entre os homens.

No passo de Freud


Há um mal-estar do homem frente às exigências da civilização. Freud dedica mais de um capítulo de seu Mal-estar na Civilização, 1929, a argumentar que a natureza do homem é essencialmente má e que há uma agressividade que lhe é intrínseca. Tradicional e sistematicamente a civilização utiliza determinados mecanismos para inibir esta agressividade na tentativa de domá-la.

Freud denomina esta agressividade de “pulsão de morte” e assinala que ela é dirigida ao ego que tende a absorvê-la. Parte do ego a assume, se colocando contra o restante, funcionando como uma segunda consciência. É o que Freud denomina “superego”.

A tensão entre estas instâncias – ego e superego – geralmente desencadeia o sentimento de culpa. Culpa do quê? De algo que o sujeito faz, fez ou tem a intenção de fazer. A inadequação do homem à civilização, faz com que ele apresente um contínuo sentimento de culpa por algo que esta fora dele e ao mesmo tempo em seu íntimo, obrigando-o a uma busca de conforto que o arranque de um conflito silencioso e avassalador como uma torneira que goteja em nossa mente dia após dia.

Para Freud 1, a origem da religião parte de reflexões teóricas de autores que o antecederam. O primeiro foi Charles Darwin de quem tomou ” a hipótese de que o homem primitivo vivia originalmente em pequenas hordas, cada uma dominada ferreamente por um macho mais velho que se assenhoreava de todas as fêmeas e castigava ou matava a todos os machos jovens que tentassem disputá-las com ele, inclusive seus próprio filhos”.

Justificando a necessidade humana de procriar, Freud refletia sobre a possibilidade que a horda primitiva liderada pelo pai, agora morto, foi substituída por um clã fraterno totêmico. Para poderem viver unidos e em paz, os irmãos vitoriosos renunciaram às mulheres, as mesmas pelas quais haviam matado o pai, aceitando a exogamia.

E Freud 2 ainda assinala: ” muitos autores, antes de mim chamaram a atenção para a correspondência entre o banquete totêmico de Robertson Smith e a comunhão cristã (…) “. “Ainda hoje sigo mantendo esta construção teórica “, diz

Em “O Futuro de uma Ilusão”, Freud nos leva a concluir que o homem, desprotegido de Deus, terá que se desfazer de um pensamento infinito, isto é, da idéia de uma vida além da morte para ter que se haver com a sua finitude, abdicando de qualquer pensamento religioso que o fizesse pensar.em uma vida eterna.

Vendo por um outro lado, Freud analisa a religião como parte do “patrimônio espiritual da cultura”, ao lado da filosofia, da arte e da moral, ou seja, o conjunto de meios elaborados pela civilização para defender-se das tendências destrutivas dos indivíduos, tendências que a própria civilização engendra pela exigência de renúncia às satisfações pulsionais.

As crenças religiosas fundamentam-se em sentimentos de medo e angústia, a novidade freudiana é que o desamparo gerado pela morte do pai onipotente da infância, ou melhor, pelo assassinato do pai mítico, é o sentimento que todos devemos experimentar para trilharmos o caminho da autonomia subjetiva.

Em um artigo intitulado Neurose demoníaca do século XVII , Freud analisa a figura do diabo como o substituto do pai odiado. Encontramos ainda o tema da religião em pequenos artigos como Atos obsessivos e práticas religiosas e Moral sexual civilizada e o Nervosismo Moderno. Freud dedica-se às religiões monoteístas, em especial ao judaísmo e ao cristianismo, dirigindo sua mais importante crítica à Igreja.

Entretanto, é na sua correspondência com Oskar Pfister, um pastor protestante que se apaixonou pela psicanálise e tornou-se interlocutor privilegiado de Freud, que encontramos o mais interessante debate sobre o cristianismo, em uma passagem Freud interroga Pfister: “E, incidentalmente, por que a psicanálise não foi criada por um destes inúmeros homens piedosos, por que foi necessário esperar por um judeu inteiramente ateu?”

Seguindo com o “filho de padre”

Lacan, quando interrogado por jornalistas italianos, durante uma entrevista coletiva em Roma, em 1974, falou das relações não muito amigáveis – é o termo que usa – entre a psicanálise e a religião:

“Em suma, é ou uma ou a outra. Se a religião triunfar, como é o mais provável – falo da verdadeira religião, não há senão uma verdadeira – se a religião triunfar, isso será sinal de que a psicanálise fracassou. É muito normal que ela fracasse, porque aquilo ao qual ela se consagra é muito, muito mais difícil.” 

Frente a isso, mais uma vez nos incomodamos: O que a psicanálise tem de tão difícil assim? Por que a religião é mais sedutora e pode prevalecer?

Comecemos por três considerações que podem nos encaminhar para as possíveis respostas.

Primeira: há um mal-estar na civilização. Freud foi o primeiro a não fechar os olhos para isso e conseguiu perceber, não sem relutância, o que o narcisismo tenta encobrir: o homem é originalmente mau ou agressivo. Daí, viver em grupo ser uma exigência cara cujo efeito é o mal-estar. No extenso livro em que trata do tema ele o aborda em seus vários aspectos: sentimento de culpa, formação da consciência e do superego, todos girando em torno do tema principal que é a consideração de que as interdições que garantem a cultura obrigam o homem a renunciar a uma cota de satisfação.

Lacan avança neste caminho aberto por Freud e garante que o problema não são as interdições culturais, mas o próprio fato de falar.

“É quando o Verbo se encarna que a coisa começa a ir muito mal. Ele não é feliz de forma alguma, não se parece mais em nada com um cachorrinho que balança o rabo, tampouco com um valente macaco que se masturba. Não se parece com mais nada. Está devastado pelo Verbo 7 .”

Porque o homem tem de submeter sua satisfação à linguagem, aí está a causa do desperdício, de gozo. Uma fração de gozo fica sempre perdida porque ele tem que falar para chegar perto do que quer. Isto explica porque a época da permissão de gozar não foi capaz de nos trazer felicidade.

Segunda: a contemporaneidade oferece novas vestimentas ao mal-estar. O homem está mal de novas formas. É o que fica evidente nos sintomas do fracasso escolar, anorexia, bulimia, toxicomania, decepção, apatia e agressões inusitadas. São os novos sintomas que não cedem com interpretações.

Terceira: frente a este cenário acompanhamos as variadas tentativas de lidar com este mal-estar. Há as saídas mais inventivas, começando há algum tempo com a prática de esportes radicais pelos jovens, a invenção da música eletrônica, passando pelas novas formas de laço social nas raves. Todas estas vislumbradas por Jorge Forbes1 há quase dez anos. Hoje ainda testemunhamos os Otakus, Second Life e ARG (Alternative Reality Game). A invenção é a escolha preferida dos poetas, artistas, analistas e maioria dos jovens. Maioria, mas nem todos. É grande o número daqueles que pautam sua vida noutro modelo, o da renúncia. Não podem beber, mesmo que moderadamente, nem participar de festas e ir às baladas e devem guardar castidade antes e depois do casamento. Nem mesmo o casamento libera a prática sexual dos parceiros, já que ainda hoje proíbe as formas não naturais de controle da natalidade, o método mais natural é a abstinência.

Aqui nos reaproximamos da curiosidade que nos inquieta quanto ao poder de sedução da religião.

Não é preciso ser um católico praticante ou fervoroso para saber ainda de cor os famosos Dez Mandamentos da Lei de Deus, que foram revelados a Moisés e gravados na chamada Tábua da Lei. Cada um que tenha tido aulas de catecismo foi obrigado a repeti-los tantas vezes, que basta dizer o primeiro para que os outros nove se apresentem à memória. Nesta bula cristã, sete preceitos são precedidos pelas três letrinhas que formam a interdição: N-Ã-O. Isto evidencia o quanto à religião aposta na proibição como aparelho domador daquilo de que o homem não tem como escapar que são os apelos da pulsão.

“Sob várias formas o homem tenta compor com a Coisa (…) – na religião, que lhe inspira o medo da Coisa e o fato de se manter à distância correta – na ciência, que não acredita nisso, mas que vemos agora confrontadas com a maldade fundamental da Coisa.”

Esta Coisa que impele ou atrai, esta pulsão que o habita é algo que ofaz estranho a si mesmo, portanto dividido. A idéia do pai e da entrega a ele, restaura a unidade da pessoa e funciona como uma proteção àquilo que pode se manifestar como uma má inclinação irresistível. É o pai que pode livrar do mal e é a ele que o crente pode confessar para se livrar da responsabilidade pelo que fez. O perdão desresponsabiliza e isso pode ser uma vantagem para o “fiel”. A religião oferece um ordenador prèt a portè que regula o comportamento e desimplica a pessoa de sua participação no que faz .

Os princípios cristãos estabelecidos sob o nome de Os Dez Mandamentos podem ser compactados em apenas dois Amar a Deus sobre todas as coisas e Amar o próximo como a si mesmo .

O primeiro deles implica conformar a própria vontade a vontade de Deus. Isso ameniza a angústia que precede a decisão e resguardaria dos riscos implicados em apostar no desejo. Entretanto , o que vemos depois é que o crente paga, caro porque esse pai- amor é altamente exigente, nunca se satisfaz com o que lhe damos e pede mais, mais renúncia e mais dedicação. O preço da perfeição é nunca poder ser menos do que perfeito.

Quanto ao segundo preceito, ele pressupõe que o homem seja naturalmente bom e incapaz de fazer mal a si mesmo. Ele poderia ser traduzido como “seja bom com o outro como você é com você

Depois de interferir na relação do homem com ele mesmo, ou mais exatamente, com sua divisão, ela vem intervir na relação do homem com o outro, mais uma vez lhe restaurando a ilusão de integridade. O homem, como imagem de Deus, seria bom e o mal estaria fora, no demônio que o tenta ou seduz. Além de não ser tão bom como se pretende, o que ele faz de melhor é para si mesmo que o faz. É Lacan que nos faz despertar da inocência de nos acreditarmos capazes de grandes altruísmos e mostra que não há “Nada de surpreendente no fato de ser nada mais que eu que amo em meu semelhante” as. Isso não invalida boas coisas que fazemos pelo outro, apenas quebra nosso narcisismo, mostrando seu disfarce em altruísmo.

Freud foi capaz de dessacralizar a religião, a crença, ou ainda, o que Miller chama a posição do padre. Contudo a posição do erudito não. Crente no iluminismo, Freud apostou que o homem se desinteressaria da religião à medida que o saber científico tomasse o espaço daquela ilusão sem futuro.. Sua esperança era de que a ciência traria as respostas que ele não foi capaz de encontrar. Acreditava que haveria resposta e manteve o saber num lugar sagrado, Entretanto o que a ciência trouxe foi o exato oposto: o desvelamento do real.

“A ciência começou por respeitar a natureza, porquanto ela investia toda sua paixão na descoberta de suas leis (…) Depois de descobrir as leis da natureza, ela se pôs a degringolá-la. É o que Lacan chama o real: o que não funciona. É também o que dá futuro a religião pelo sentido, ou seja, pôr barreiras e inscrever a ciência em um progresso temperado. Assistimos a um maravilhoso esforço, uma nova juventude da religião em seu esforço de afogar o real por meio do sentido.”

A ciência não só não curou o homem da religiosidade como ao contrário lhe abriu mais brechas. A medida que avança ela mostra que há algo que permanentemente fora, insistente, sem nome, sem forma, sem fórmula. A isso a psicanálise, com Lacan, chama o real. Frente a cada impasse, diante das novidades perturbadoras da ciência, ou a cada vez que ela esbarra num limite e fica sem resposta a religião se apresenta para encobrir o que não funciona com a manta do sentido. Mesmo diante do que nos deixa sem palavras, Deus continua fazendo sentido, a partir dele tudo se explica. “A religião é feita para isso, para curar os homens, isto é, para que não percebam o que não funciona”.

Por isso Lacan, quando forja os quatro discursos, faz equivaler Deus ao Significante Mestre, que é o que permite determinada articulação entre significado e significante de forma a produzir um efeito de sentido.

Além do que já foi exposto, ainda é merecido considerarmos a religião como fenômeno de massa, que como tal se serve do processo da identificação para agregar seus membros em torno de um líder exemplar. Lembrando Malcom Gladwel, há pessoas que são portadoras de certa característica que lhes dá uma visibilidade maior e um poder de contaminar epidemicamente outros tantos. A isso a filosofia chamou agalma. Haveria algo de agalmático no papa que é capaz de agregar em torno de si milhões de pessoas em sua visita a São Paulo. Ele se mostrou mais simpático do que imaginávamos, dedicado a falar muito bem nosso idioma, a fazer cinco vezes mais aparições do que o previsto, a ser mais afetuoso do que mandava o protocolo. Contudo, mais importante que seu carisma pessoal, ele é o representante de Deus na Terra, é aquele que tem a chave do céu. Nesta função é amado por algo mais que ele mesmo.

Para finalizar e retomar a questão com a qual propusemos trabalhar podemos, a partir de Freud e Lacan especialmente, ver que a religião seduz por que:

1. Projeta o mal humano no que está fora, no demônio, no inferno, assim poupando o homem de se haver com sua divisão;

2. oferece os preceitos como proteção ao mal, como se dele fosse possível escapar;

3. oferece a possibilidade de o homem não ter trabalho com seu próprio desejo, basta entregá-lo a Deus. A religião tampona a angústia da decisão na medida em que a única decisão a tomar é conformar minha vontade à de Deus, que já está escrita na Bíblia ou nos preceitos da igreja;.

4. disfarça e, alimenta o narcisismo vestindo-o de altruísmo

5. recobre o real que sempre se impõe, acompanhado de angústia. A religião “cura o homem do que não funciona”, com a oferta do sentido;

6. oferece um sentido ao que quer que seja, inclusive à própria vida, que deve se pautar numa série de renúncias para merecer o prêmio da vida eterna;

7. oferece figuras agalmáticas e exemplares e

8. oferece a cumplicidade dos pares que seguem a mesma bula.

Pensar o apelo à religiosidade é mais uma forma de nos aproximarmos de uma psicanálise que vai da promessa de sentido e saber ao real duro. E se a religião tem, desde muito tempo, seu lugar garantido é porque ela se presta como curativo, pansé , à atormentadora falta de sentido da própria vida.

Frente a isso ou buscamos as saídas prèt a portè , embrulhadas para viagem, ou inventamos. De fato, não é difícil perceber que o trabalho da psicanálise é mesmo de uma outra ordem, avessa à religião. Esta vende a bússola em Deus, que produz respostas em série, igualáveis, comparáveis e generalizáveis. A psicanálise legitima a autenticidade e se ocupa cada vez mais em abrir espaço para a pessoa fazer sua singularidade. Nesta direção há sempre muito trabalho a fazer, muita inquietação, mas também um incomparável prazer com a surpresa e seus efeitos libertadores. Isso não inclui a esperança de compreensão. Não é nada mal seduzir pelo prazer surpreendente, “As coisas são feitas de esquisitices. Talvez seja um caminho pelo qual se possa esperar um futuro da psicanálise – ela devia se dedicar suficientemente à esquisitice.”

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